Mulher é presa suspeita de participar da morte de idosa de SP que ficou 12 dias desaparecida no Norte de MG | G1
Investigação aponta que vítima de 70 anos foi mantida sob restrição de liberdade e obrigada a realizar movimentações financeiras. Três homens já haviam sido presos.
Uma mulher foi presa pela Polícia Civil nessa quarta-feira (7), suspeita de envolvimento na morte de Ramona Irene Cuevas Martinez, de 70 anos , em Jaíba . A vítima ficou desaparecida por cerca de 12 dias, e o corpo foi encontrado em uma área rural do município em agosto deste ano.
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que a idosa teria sido mantida sob restrição de liberdade e obrigada, mediante violência e ameaças, a realizar movimentações financeiras e transferências bancárias.
As apurações já haviam levado à prisão em flagrante de três homens suspeitos de participação no crime.
Mulher foi encontrada enterrada na zona rural — Foto: Redes sociais
O inquérito foi instaurado após o desaparecimento da vítima, que foi vista pela última vez em Manga . De acordo com a Polícia Civil, a última localização telefônica dela indicava o município de Jaíba.
Durante as investigações, policiais ouviram moradores, taxistas e mototaxistas, além de analisarem informações relacionadas aos deslocamentos da idosa.
As diligências levaram à localização do corpo em uma área rural de Jaíba. Também foram apreendidos objetos pessoais da vítima e um veículo que, segundo a investigação, teria sido utilizado para transportá-la entre Manga, Jaíba e Montes Claros.
"Conforme as apurações, a idosa teria sido atraída por uma pessoa com quem mantinha um relacionamento anterior. Os investigados teriam conhecimento de que ela possuía recursos financeiros e, após sua chegada a Manga, restringido sua liberdade para obrigá-la a realizar operações financeiras e transferências de valores."
Ainda segundo as investigações, após a transferência do dinheiro, os envolvidos teriam decidido matar a idosa e ocultar o corpo.De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados indicou aos policiais o local onde a vítima estava enterrada.
"Durante a escavação, parte do corpo foi localizada, e foram adotadas as providências para preservar a área e realizar os trabalhos periciais."
Com o avanço das investigações, a polícia reuniu elementos obtidos por meio de depoimentos de testemunhas, imagens de sistemas de monitoramento, registros de deslocamentos e documentos relacionados ao caso.
Segundo a corporação, esse material apontou a necessidade de aprofundar a apuração sobre a possível participação da mulher de 26 anos no crime.
"Diante disso, a PCMG representou pela prisão preventiva da investigada, medida deferida pelo Poder Judiciário."
Após a expedição do mandado, a suspeita foi presa e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam.
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