Bebê de 2 meses é internado com traumatismo após briga entre os pais | G1
A criança estava no colo da mãe quando o próprio pai agrediu a mulher e acabou atingindo o bebê com dois socos na cabeça, segundo o boletim de ocorrência. Avós paternos contestam a versão da mãe.
Um bebê de dois meses foi internado em estado grave na UTI do Hospital Infantil de Vitória, com suspeita de traumatismo craniano , após uma confusão familiar terminar em agressões no bairro Nova Carapina 2, na Serra , na Grande Vitória, na noite de quinta-feira (27).
Segundo a mãe da criança relatou à Polícia Militar, ela estava com o bebê no colo quando começou a ser agredida pelo companheiro, de 28 anos, e um dos golpes atingiu o menino.
Já os avós paternos disseram que criança estava no colo da mãe quando o bebê bateu a cabeça na porta durante a briga entres os pais.
A Polícia Militar foi acionada por funcionários do hospital depois que mãe e filho deram entrada na unidade.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, de 21 anos, contou que havia ido com o companheiro à casa dos pais dele, onde os dois consumiram bebida alcoólica. Depois, eles voltaram para casa, onde moram com os filhos.
O casal tem três crianças, um menino de sete anos, uma menina de um ano e seis meses e o bebê de dois meses. Segundo a mãe, o filho mais velho, que tem necessidades especiais, e mora com os avós no andar de cima.
Hospital infantil de Vitória no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Ainda conforme o relato da mulher à polícia, a discussão começou depois que o companheiro não gostou da forma como ela repreendeu a filha de um ano e seis meses. Ela afirmou que o homem passou a agredi-la e que, durante a violência, atingiu o bebê com um soco.
Segundo a mãe, a criança ficou desacordada. Ela, então, saiu para a rua em busca de ajuda. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo sogro e pela sogra e acabou sendo acolhida por um morador do bairro, que chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Mãe e bebê foram socorridos e levados para o hospital. A criança permanece internada na UTI, mas até a publicação da reportagem precisava passar por exames para avaliar o quadro de saúde.
Bebê de 2 meses é internado com suspeita de traumatismo craniano após briga entre os pais na Serra — Foto: Reprodução/TV Gazeta
A família do homem apontado pela mulher como agressor contesta o relato. O pai dele, avô do bebê, negou que o filho tenha agredido a criança e também afirmou que não agrediu a nora.
Segundo o homem, ele e a esposa tentaram intervir na situação porque acreditavam que as crianças poderiam ser machucadas.
Em entrevista à reportagem, o avô afirmou que a mulher teria agredido a filha e que, durante a confusão, bateu a cabeça do bebê em uma porta .
“Eu vi eles brigarem e ela queria espancar a menina. Meu filho tirou a menina dela e a gente foi socorrer porque ela estava espancando a criança. Minha esposa chegou, ela virou e bateu a cabecinha dele na porta. Ela bateu a cabecinha dele na porta sem querer”, afirmou.
O avô também negou que a família quisesse retirar a criança da mãe e disse ser contra a violência contra mulheres.
"Em momento nenhum a gente quer tomar criança de ninguém. Nós não somos de agressão. Somos contra a agressão, principalmente contra a mulher", disse.
Ele também afirmou que a nora faz uso de drogas e que as brigas entre o casal são frequentes. A reportagem conversou com outros moradores da região, que relataram ter conhecimento de conflitos frequentes entre os dois.
Após a confusão, o homem de 28 anos apontado pela mulher como agressor fugiu no carro da família e ainda não havia sido localizado.
O pai dele contou que o filho saiu com o veículo para levá-lo ao hospital. O avô do bebê ficou com ferimentos na cabeça após a confusão e afirmou que ainda sentia dores nesta sexta-feira (28).
A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado para a Delegacia Regional de Vitória, que vai tomar as providências cabíveis.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher manifestou interesse em solicitar uma medida protetiva de urgência para ela e para as duas crianças que vivem com o casal.
Ainda de acordo com o registro policial, ela já havia conseguido uma medida protetiva contra o companheiro no ano passado, mas posteriormente pediu a revogação.
A mulher contou à polícia que tomou essa decisão porque teria sido pressionada pela família do homem. Ela disse ainda que começou a se relacionar com ele quando tinha 13 anos e atualmente tem 21.
As duas crianças que vivem com o casal, de um ano e seis meses e dois meses, estão sob os cuidados da família enquanto o caso é investigado. O filho mais velho, de sete anos, já mora com os avós.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da agressão e deverá apurar as duas versões apresentadas sobre o que aconteceu com o bebê.
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