Polícia Civil de Boituva retoma plantão noturno após dois meses | G1
Atendimentos haviam sido encerrados por determinação do Governo Estadual no dia 9 de julho, devido ao déficit de policiais civis efetivos. Flagrantes estavam sendo encaminhados à delegacia de Tatuí (SP).
Delegacia de Boituva (SP) — Foto: Reprodução/Google Maps
A Polícia Civil de Boituva (SP) retomou, nesta terça-feira (1º), os atendimentos noturnos no plantão da cidade após quase dois meses fechado por determinação do Governo Estadual.
Segundo a prefeitura, a volta dos atendimentos foi oficializada após uma reunião na sede da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), na capital paulista, em 20 de agosto. Além disso, duas novas viaturas devem ser destinadas à Polícia Militar na cidade.
À época, a suspensão do plantão noturno foi comunicada nos canais oficiais da administração municipal e ocorreu devido ao déficit de policiais civis efetivos. Desde então, os flagrantes estavam sendo encaminhados à delegacia de Tatuí (SP).
A administração municipal também solicitou ao Governo do Estado o reforço no efetivo da Polícia Civil, a intensificação das rondas policiais e a retomada da Sala Lilás, destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica.
Em 21 de julho, a TV TEM mostrou que uma família de Boituva enfrentou demora e preocupação durante quatro dias para conseguir cremar o corpo de um parente que havia morrido logo após o fechamento do plantão da delegacia da Polícia Civil na cidade.
Segundo o advogado responsável pelo caso, a família descobriu somente no sábado, 18 de julho, durante o velório, que o homem não havia deixado por escrito o desejo de ser cremado. Em casos como este, é necessária uma autorização judicial para cumprir o procedimento.
No entanto, junto à autorização, o documento também precisa conter uma comprovação de que a morte da pessoa não está sendo investigada pela Polícia Civil, com assinatura do juiz, do médico legista e do delegado da cidade.
Cerquilho e Tietê (SP) também tiveram os plantões suspensos em decorrência da decisão do governo.
O g1 entrou em contato com as prefeituras e a SSP-SP para atualizar a situação dos dois municípios, mas não obteve retornos até a publicação desta reportagem.
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