Skip to content

Tuesday, September 15, 2026

Gigantum.net
Society

Golpe do Amor: suspeito de golpe de R$ 327 mil dizia ser investidor | G1

Homem de 39 anos foi preso suspeito de aplicar um golpe de R$ 327 mil em uma mulher que conheceu em um aplicativo de relacionamentos. Segundo apuração da TV Anhanguera, ele se identificou como investidor financeiro para convencê-la a fazer os repasses.

· 592 words

O homem de 39 anos que foi preso suspeito de aplicar um golpe de R$ 327.161,47 em uma mulher que conheceu em um aplicativo de relacionamentos pode ter usado Inteligência Artificial (IA) para modificar as fotos que utilizava no perfil. De acordo com a Polícia Civil, ele se apresentava como investidor financeiro para convencer a vítima a fazer transferências bancárias e entregar valores em espécie.

Segundo apuração da TV Anhanguera, o homem se identificou como investidor financeiro e, com isso, convenceu a mulher a fazer os repasses. Com o passar do tempo, a mulher começou a desconfiar da situação, principalmente porque o dinheiro que havia repassado não era devolvido. Segundo a reportagem, ela procurou a polícia depois de fazer um último repasse de R$ 14 mil. Após receber o dinheiro, o suspeito deixou de responder às mensagens e viajou para Foz do Iguaçu (PR).

O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades e, por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele.

Foto do suspeito e como ele se identificava no aplicativo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O homem foi localizado e preso em um hotel de Goiânia após retornar ao estado. Durante a checagem do celular do investigado, os policiais encontraram mensagens trocadas com outras mulheres, o que indica possíveis novos golpes com o mesmo padrão. A Polícia Civil solicita que outras possíveis vítimas entrem em contato com a Deic para formalizar a denúncia.

Como o suspeito ganhou a confiança da vítima

Conforme explicou a delegada Lara Soares, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em entrevista à TV, a mulher procurou a polícia após manter um relacionamento de mais de um ano com o investigado. O contato começou pela internet e evoluiu para encontros pessoais.

"Eles tiveram um relacionamento que perdurou por mais de um ano e tiveram até encontros presenciais, não ficou só no aplicativo. De início, o primeiro valor que ela transfere para ele é um pequeno valor, e ele devolve com juros para criar essa confiança na vítima", explicou a delegada.

Com a farsa consolidada, a mulher passou a fazer aportes sucessivos, utilizando inclusive economias da própria avó. Após receber o montante, o homem comprou uma passagem com destino ao Paraná e encerrou a comunicação.

"Nesse momento, ele corta contato com ela depois que pegou todo esse valor e some. Em razão de ele ter se evadido e por ter registros anteriores de estelionato, a Polícia Civil representou pela prisão, busca e apreensão e sequestro de bens", afirmou Lara.

Ainda conforme a delegada, a investigação aponta que o suspeito manipulava as imagens do perfil com programas de edição para aparentar traços diferentes. Nos encontros pessoais, ele usava lentes de contato e mantinha postura alinhada para sustentar a farsa e não levantar suspeitas.

"Quando nós o identificamos, constatamos que ele era muito diferente das fotos. A vítima também entregou imagens tiradas com ele que mostravam essa diferença", explicou a delegada.

Conforme a Deic, o prejuízo total apurado envolve R$ 240 mil em transferências bancárias documentadas e outros R$ 75 mil entregues em dinheiro em espécie. O último repasse, de R$ 14 mil, ocorreu quando a mulher já desconfiava do investimento e exigia os valores de volta. O investigado alegou que a quantia era indispensável para quitar supostas taxas bancárias e liberar o resgate do montante.

"Não foi uma transferência motivada por confiança, mas uma tentativa da vítima de reaver o próprio dinheiro", pontuou Lara. Ao constatar que não conseguiria mais transferências, ele adquiriu o bilhete para o Paraná.

📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.