Caso Maria Ramona: o que se sabe sobre assassinato de jovem no Acre | G1
Corpo de Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrado na tarde de quarta (2). Suspeito do crime é o argentino Daniel Nestor Gusman, que segue foragido.
A jovem Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta dentro do banheiro do apartamento onde morava na Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco , na última quarta-feira (2).
O caso é tratado como feminicídio e o principal suspeito é o ex-namorado da jovem, o argentino Daniel Nestor Gusman , que está foragido . Inclusive, Daniel já responde por um feminicídio ocorrido há oito anos em Boa Vista, no estado de Roraima.
O g1 reuniu o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:
Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Conquista, em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
O corpo de Ramona Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos , foi encontrado com um corte profundo no pescoço dentro do banheiro do apartamento onde morava na Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco, na quarta (2).
A PM foi acionada pelo 190 depois que vizinhos sentiram um forte mau cheiro vindo do imóvel. Quando os policiais chegaram, encontraram o portão do apartamento aberto e entraram no local.
No apartamento, também foram localizados sacos plásticos com pedaços de colchão sujos de sangue. Conforme a investigação, a suspeita é de que a jovem tenha sido morta em cima da cama e que o suspeito tenha tentado retirar o colchão do imóvel.
Por causa do avançado estado de decomposição do corpo, a jovem não teve velório e foi enterrada na manhã de quinta (3).
Polícia foi acionada por moradores da Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco — Foto: Pedro Marcelo/Rede Amazônica Acre
Segundo a Polícia Militar (PM-AC), o principal suspeito do crime é o ex-namorado da jovem, o argentino Daniel Nestor Gusman, que saiu do presídio recentemente .
Ramona e Daniel tinham um relacionamento e a suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Segundo a Polícia Civil, no dia do crime, Gusman rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido entre o último domingo (30) e a segunda (31).
Daniel já responde por um feminicídio ocorrido há oito anos em Boa Vista, em Roraima. Em julho de 2018, ele matou a esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos , que estava grávida de seis meses.
Daniel Nestor Gusman é suspeito de matar Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, em Rio Branco. Ele já foi condenado por matar a esposa grávida em Roraima, em 2018 — Foto: Alexandre Lima/Arquivo Pessoal/Arquivo
Após o crime, Gusman foi preso no Acre em setembro daquele ano , quando tentava entrar no Brasil pela fronteira com o Peru, em Assis Brasil , no interior do estado. Ele estava foragido desde a morte de Betzabeth e foi localizado pela Polícia Federal no posto de imigração do município acreano.
Em 2022, o Tribunal do Júri de Roraima condenou Daniel Gusman a 24 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio, aborto e ocultação de cadáver. A condenação apontou homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o caso de Ramona é tratado como possível feminicídio , e a investigação foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Ao g1 , a polícia se limitou a dizer, nesta sexta-feira (4), que Daniel segue foragido e que as equipes estão em diligências na procura pelo suspeito.
Uma amiga próxima de Ramona, que pediu para não ter o nome divulgado, descreveu a jovem como uma pessoa trabalhadora, dedicada e sorridente. A mulher também era vizinha da vítima e amiga das irmãs dela.
Segundo ela, aos 18 anos, Ramona ainda terminava o ensino médio e já tinha trabalhado como babá, em uma loja de roupas e em um supermercado do bairro Conquista.
Atualmente, ela trabalhava em um restaurante. A amiga contou que a jovem morava em um apartamento próximo às irmãs e que elas eram muito presentes na vida de Ramona.
Por isso, a família começou a estranhar quando Ramona deixou de responder aos contatos. “Ela era uma menina muito sorridente, muito esforçada, super dedicada e muito trabalhadora”, contou.
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.