Menina de 2 anos encontrada com hematomas e sangue na roupa no Paraná morava com padrasto suspeito de agressão há dois meses | G1
Criança chegou ferida a uma creche de Palotina. Segundo a Polícia Civil, mãe desconhecia as supostas agressões. Justiça determinou a prisão preventiva do padrasto, de 27 anos.
A menina de 2 anos que chegou a uma creche de Palotina, no oeste do Paraná, com hematomas pelo corpo e manchas de sangue na roupa morava havia cerca de dois meses com o padrasto, de 27 anos, preso suspeito de maus-tratos. Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança desconhecia as supostas agressões.
O casal mantinha um relacionamento antes de começar a morar junto. De acordo com a investigação, a menina ficava sob os cuidados do padrasto por um breve período do dia, enquanto a mãe trabalhava.
Na quarta-feira (21), a Justiça determinou a prisão preventiva do homem , após audiência de custódia. Ele havia sido preso em flagrante na terça-feira (20), depois que funcionários de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) perceberam os ferimentos na criança e acionaram a polícia.
Segundo a Polícia Civil, a menina apresentava hematomas no rosto, nos lábios, nas orelhas e nas costas, além de inchaço no nariz e manchas de sangue na roupa.
O delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pela investigação, informou que a criança havia chegado à unidade de ensino com outro ferimento cerca de 20 a 30 dias antes. Na ocasião, ela apresentava um corte no queixo que precisou de pontos.
Criança chegou ao CMEI com ferimentos e manchas de sangue no uniforme — Foto: PC-PR
Segundo o delegado, o padrasto apresentou explicações diferentes para o machucado. Em um dos relatos, afirmou que a menina havia caído sobre uma mesa de mármore. Em outro, disse que ela tinha caído no chão.
A polícia aguarda os resultados dos laudos médicos para verificar a extensão das lesões e esclarecer as circunstâncias em que ocorreram.
Dependendo dos resultados dos exames e das demais provas, o caso poderá ser investigado também como tortura-castigo.
"As investigações continuam. Vamos esperar os possíveis laudos médicos para ver a quantidade de lesões que existem nesta criança, se existem mais lesões do que as visíveis", explicou o delegado.
Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde da menina.
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