Chefe de facção que assumiu lugar de Marujo é preso em Vitória | G1
Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, estava na lista dos criminosos mais procurados do Espírito Santo. Segundo a Polícia Militar, ele organizou os ataques a oito ônibus que aconteceram em Vitória, em 2025.
Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, assumiu a liderança do PCV após prisão de Marujo no Espírito Santo — Foto: Divulgação / Polícia Militar
Um dos chefes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção que atua no Espírito Santo, foi preso pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (28). Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, estava foragido há 14 anos e constava na lista dos criminosos mais procurados do estado.
Bruno foi encontrado na casa da mãe dele, no bairro da Penha, na capital. Segundo o capitão Secchin, da Polícia Militar, MM teria assumido a liderança da facção no Complexo da Penha após a prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo , em março de 2024.
Ainda segundo a PM, o traficante costumava levar criminosos de Vitória para comunidades no Rio de Janeiro, onde recebiam treinamento com armas e estrutura do tráfico .
"Tiramos [de circulação] um indivíduo perigoso, que não tem os valores que um cidadão comum tem. Ele amedronta moradores, capta indivíduos para o tráfico. Para o combate ao crime organizado, tivemos uma importante prisão", afirmou o capitão.
Após o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Militar reforçou o policiamento em pontos estratégicos do Complexo da Penha para evitar possíveis retaliações.
Bruno também é apontado como um dos responsáveis pelos ataques que terminaram com oito ônibus incendiados na capital, em agosto de 2025, em retaliação à morte de David Pereira de Jesus.
David, de 21 anos, morreu durante um confronto com policiais no bairro da Penha. Na época, um carro de reportagem também foi vandalizado durante a cobertura dos ataques.
O capitão Secchin afirmou que o pai de David procurou Bruno para organizar os incêndios. "Vitória viveu dias de caos, terror, população refém desses indivíduos", disse o militar.
O advogado de Bruno, Igor Giacomin, afirmou que o cliente vai cumprir a condenação, mas que há uma discussão na Justiça para tentar rever a decisão.
Segundo o defensor, Bruno havia sido condenado ao regime semiaberto e a defesa questiona a pena aplicada no Tribunal de Justiça.
"Questionamos o regime semiaberto aplicado, pois, na época, não foi aplicada uma causa de diminuição de pena", afirmou.
O advogado também disse que Bruno foi preso em casa, sem flagrante , e que não possui outros mandados ou condenações.
"Viemos esclarecer que ele não tem outra condenação ou mandado de prisão e foi preso em casa com a família. Ele não tem mais envolvimento com o crime, já teve no passado e respondeu ao processo", declarou.
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