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Monday, September 21, 2026

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Conheça a carreira de escrivão da PF, cargo de Eduardo Bolsonaro | G1

Salário inicial é de R$ 14.164,81 e pode chegar a R$ 21.987,38 com a progressão na carreira; ex-deputado foi demitido por abandono de cargo.

· 540 words

O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) .

A demissão ocorreu por infração disciplinar de “abandono de cargo” , após a apuração de que Eduardo teria faltado ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos .

A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda.

Com a demissão, Eduardo perde o vínculo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço.

A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final.

O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu.

A corregedoria da PF identificou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos . Pela legislação que rege o serviço público federal, o abandono de cargo pode resultar na demissão do servidor.

O caso também chama atenção para a carreira de escrivão da Polícia Federal, uma das funções da corporação que exigem aprovação em concurso público.

Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial do cargo é de R$ 14.164,81 . Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38 , conforme a classe ocupada pelo servidor.

Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025 — Foto: Governo Federal

O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação . Entre suas atribuições estão:

Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça.

Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação.

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política.

Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas . Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal.

A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivã o. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu.

Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo .

Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça.

Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade.

Em julho, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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