Caso José Arthur: PF investiga se bebê está entre resgatados nos EUA | G1
Mobilização ocorre após a defesa da família acionar a PF para cruzar os dados da criança com informações sobre possíveis vítimas de redes de tráfico infantil resgatadas durante operação nos Estados Unidos.
A Polícia Federal (PF) acionou um policial federal adido nos Estados Unidos para cruzar informações e investigar o caso do bebê José Arthur , que desapareceu em Eldorado dos Carajás , no sudeste do Pará, em março deste ano. A informação foi confirmada ao g1 neste sábado (5).
O adido é um policial federal que mora no exterior para atuar em assuntos internacionais , em conexão com o país em que está. Há adidos nos Estados Unidos, no Suriname, em países da Europa, da África, entre outros.
Segundo a PF, a conexão com o adido nos EUA tem o objetivo de estabelecer contato direto com as autoridades do país sobre o assunto. A adidância da PF em Washington e o Consulado Geral do Brasil em Miami estão, também estão envolvidos na apuração do caso, como confirmou a polícia ao g1 .
A mobilização ocorre após a defesa da família acionar a PF para cruzar os dados da criança com informações sobre possíveis vítimas de redes de tráfico infantil.
A família de José Arthur quer saber se ele está entre crianças encontradas nos Estados Unidos durante a operação 'Statewide Shield' (Escudo Estadual), realizada entre 17 e 21 de agosto. A ação resgatou 163 bebês, crianças e adolescentes na Flórida, com idades de dois meses a 17 anos.
Segundo a PF, a corporação pediu para conferir se José Arthur está entre os identificados nos EUA, apesar de, inicialmente, não haver indícios de que o menino saiu do Brasil.
José Arthur Sousa Barros desapareceu poucos dias de completar dois anos de idade. — Foto: Reprodução / Redes sociais
José Arthur Sousa Barros desapareceu na noite do dia 26 de março , na Vila Peruana, área rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. O menino, que na época tinha 1 ano e 11 meses, brincava com os primos no quintal da casa onde morava com a família quando sumiu.
A investigação, que estava a cargo da Delegacia de Eldorado dos Carajás, foi transferida na quinta-feira (3) para a Delegacia de Homicídios de Marabá. Segundo a Polícia Civil (PC), a mudança ocorreu devido à estrutura especializada da unidade, que conta com mais recursos para dar continuidade às diligências.
No decorrer do inquérito, a polícia ouviu mais de 25 depoimentos e apreendeu aparelhos celulares para perícia. Dois homens, amigos da família, chegaram a ser presos temporariamente em abril , mas foram colocados em liberdade em junho.
Qualquer informação que possa ajudar a localizar o menino pode ser repassada de forma anônima pelo Disque Denúncia, no número 181.
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