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Saturday, September 26, 2026

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Adail Pinheiro: STF revoga afastamento e prefeito volta a Coari | G1

Decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada nesta sexta-feira (25), no âmbito da Operação Dinastia do Lago. Defesa informou ao g1 que a Câmara Municipal já foi comunicada.

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Prefeito de Coari é afastado do cargo após operação da PF — Foto: Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), revogou na sexta-feira (25) o afastamento do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos) . A medida havia sido determinada no âmbito da Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal (PF) , que investiga suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da prefeitura .

A informação foi confirmada ao g1 pela defesa de Adail Pinheiro. Segundo os advogados, a decisão foi publicada na sexta e a Câmara Municipal de Coari foi comunicada no mesmo dia.

Na decisão, Moraes revogou a medida cautelar que afastava o prefeito do exercício do cargo. O ministro citou entendimentos do STF sobre a necessidade de cautela em decisões judiciais que possam interferir no processo eleitoral , sem prejuízo à continuidade das investigações.

O prefeito estava afastado do cargo desde 16 de setembro. Na ocasião, a medida foi fixada por 90 dias e também alcançou secretários municipais investigados no caso.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação sobre eventuais mudanças nas demais medidas cautelares impostas a Adail Pinheiro. Entre as restrições determinadas anteriormente estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país .

A situação dos outros investigados alcançados pela operação também não havia sido esclarecida.

A operação é um desdobramento de um inquérito aberto no STF para investigar Adail Filho por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

A investigação começou após a prisão em flagrante de três empresários no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025 . Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho transportavam cerca de R$ 1,25 milhão em espécie em um voo entre Manaus e Brasília e não apresentaram, naquele momento, comprovação da origem do dinheiro.

A partir da apreensão, documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos durante a investigação foram analisados com autorização judicial. Segundo o processo, o material apontou movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis relações com contratos da Prefeitura de Coari.

As apurações também identificaram empresas ligadas aos investigados que mantinham contratos com o município e que, segundo a investigação, podem ter sido usadas para fraudar licitações. O caso envolve ainda repasses de emendas parlamentares destinadas a Coari nos anos de 2024 e 2025 .

Segundo um despacho de Alexandre de Moraes, os documentos e dispositivos apreendidos indicaram, de acordo com a investigação, a realização de repasses financeiros por empresas vinculadas aos investigados em benefício de Adail Filho e de Adail Pinheiro.

"Na mesma ocasião, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, após análise autorizada judicialmente, revelaram a realização de repasses financeiros por pessoas jurídicas vinculadas aos investigados em benefício do Deputado Federal Adail Filho e de seu pai, Manoel Adail, prefeito do Município de Coari/AM", diz trecho da decisão.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito no STF após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviou o caso para a Polícia Federal dar continuidade às investigações.

Em 24 de junho de 2026, Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias, após pedido da Polícia Federal. Segundo a decisão, a PF apontou a complexidade dos fatos investigados, a quantidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas e a existência de diligências ainda pendentes.

A investigação apura a possível prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na operação desta quarta, também são investigadas suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e peculato.

Joias apreendidas durante Operação Dinastia do Lago deflagrada pela Polícia Federal no Amazonas — Foto: Divulgação/PF

Dinheiro apreendido durante operação da PF que mira deputado federal Adail Filho — Foto: Divulgação/PF

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