Ato de Lula e Haddad em SP tem atrito entre organização e PM após impasse sobre local da caminhada | G1
Segundo organizadores do evento, policiais pediram que o trio elétrico avançasse pela Rua Augusta, antes da chegada dos candidatos.
Haddad, Tebet e Lula participam de último ato antes do primeiro turno na Rua Augusta. — Foto: Reprodução/TV Globo
O ato de campanha de Lula ( PT ) e Fernando Haddad (PT) em São Paulo começou por volta das 11h25 deste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições. A caminhada, que inicialmente estava prevista para a Avenida Paulista, foi transferida para a Rua Augusta após um impasse envolvendo a organização e a Prefeitura de São Paulo.
O presidente Lula, candidato à reeleição, participa do ato ao lado de Haddad, candidato ao governo de São Paulo, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Antes da chegada de Lula e Haddad, houve um atrito entre integrantes da organização e policiais militares que faziam o acompanhamento do evento. Segundo a equipe responsável pelo ato, os PMs pediram que o trio elétrico que estava mais à frente na Augusta avançasse pela via, antes mesmo da chegada dos candidatos. Os organizadores se recusaram a atender ao pedido.
Manifestantes que acompanhavam o ato passaram a vaiar os policiais e gritar "fascistas". Em nota, a Polícia Militar afirmou que, até aquele momento, não havia qualquer impedimento por parte da corporação ao trajeto desejado pelos manifestantes.
Durante o ato, Lula fez referência à disputa envolvendo a Avenida Paulista. Ao defender a democracia, o presidente afirmou que a via não pertence a um grupo político específico. "A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro", disse.
A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a importância do voto das mulheres e criticou o prefeito Ricardo Nunes. Ao falar sobre a Avenida Paulista, ela afirmou que a via seria ocupada pelos apoiadores no domingo, dia da votação.
"Amanhã não tem não, senhor prefeito Ricardo Nunes. Amanhã a Paulista é nossa. É nossa. Você vai plantar batata porque amanhã vamos comemorar no primeiro turno a vitória do presidente Lula no primeiro turno", afirmou Janja.
Último ato de Lula e Haddad é na Rua Augusta, no Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo
A realização do ato na região da Paulista foi alvo de um impasse entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes, aliado de Tarcísio, nos últimos dias.
Na quinta-feira (1º), a Prefeitura afirmou que não havia autorizado a caminhada e disse que atendia a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Segundo a administração municipal, o tribunal havia determinado que a Avenida Paulista fosse mantida desimpedida nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro.
No mesmo dia, porém, o TRE-SP esclareceu ao g1 que não havia determinado a proibição de atos políticos na Paulista no sábado. A orientação enviada à Prefeitura tinha como objetivo manter a avenida aberta à circulação de veículos apenas no domingo (4), dia da votação.
Na sexta-feira (2), o TRE-SP autorizou, por 5 votos a 1, a realização da "Caminhada Lula e Haddad". A decisão suspendeu os efeitos do ofício da Subprefeitura da Sé que havia considerado inviável o uso da Paulista e desaconselhado a utilização da Augusta.
Haddad e Lula participam de ato na Rua Augusta. — Foto: Reprodução/TV Globo
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