Começa julgamento que acusa Meta de tornar menores dependentes de rede | G1
Coalizão de cerca de 30 estados acusa a empresa de projetar Instagram e Facebook para gerar dependência entre menores; julgamento deve durar seis semanas. Nesta quarta, será realizada a seleção do júri no Tribunal Federal de Oakland, próximo a San Francisco, na Califórnia. As audiências estão previstas para começar em 18 de agosto
Logotipo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 20 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo
A Meta, dona do Instagram e do Facebook, começa a enfrentar nesta quarta-feira (12) um processo movido por procuradores-gerais dos Estados Unidos que acusam a empresa de projetar suas redes sociais deliberadamente para gerar dependência entre crianças e adolescentes.
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O caso reúne ações iniciadas em 2023 por cerca de 30 estados americanos e pode se tornar um dos principais processos já movidos contra uma empresa de redes sociais por seu impacto sobre a saúde mental e a segurança de menores.
Nesta quarta, será realizada a seleção do júri no Tribunal Federal de Oakland, próximo a San Francisco, na Califórnia . As audiências estão previstas para começar em 18 de agosto e devem durar seis semanas, até o fim de setembro. O veredicto é esperado para o início de outubro.
Meta é condenada a pagar R$ 2,9 bilhões para estado dos EUA por caso envolvendo menores nas redes
Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey representarão os estados no julgamento. Eles pedem mudanças e restrições significativas no funcionamento do Instagram e do Facebook para menores, além de sanções que podem chegar a US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,22 trilhões).
O valor é próximo à capitalização de mercado da própria Meta, que superou US$ 1,5 trilhão (R$ 7,74 trilhões) na sexta-feira.
O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está entre as principais testemunhas que a acusação pretende chamar para depor. Há seis meses, ele também prestou depoimento em outro processo julgado em Los Angeles.
A Meta já sofreu duas condenações neste ano. Em uma delas, foi condenada, junto com o YouTube, a pagar US$ 6 milhões (R$ 30,97 milhões) a uma adolescente de Los Angeles. Em outro caso, a empresa recebeu uma condenação de US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões) em multas e indenizações no estado do Novo México.
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