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Justiça mantém prisão de chefe de fação que apagava mandados de prisão | G1

Audiência ocorreu na Casa de Custódia de Volta Redonda; Jefferson Quintino foi preso escondido dentro um banker no bairro Vale Verde; mandado de prisão de MG havia sido apagado em ataque cibernético ao sistema judicial.

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A Justiça manteve a prisão preventiva de Jefferson Quintino, de 36 anos, conhecido como "Zelão", apontado como chefe de uma organização criminosa com atuação interestadual. A decisão foi homologada nesta quinta-feira (3), durante audiência de custódia realizada na Casa de Custódia de Volta Redonda (RJ), um dia após ele ser localizado escondido em um bunker no bairro Vale Verde.

Segundo a Polícia Militar, contra o investigado constavam ordens de captura em aberto expedidas pela Justiça de Minas Gerais . O cumprimento dos mandados foi formalizado na delegacia de Volta Redonda, e a permanência de Zelão no sistema prisional foi mantida pelo Poder Judiciário.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o juiz responsável pela sessão confirmou a validade e a vigência das ordens de prisão preventiva e temporária expedidas contra o réu.

Preso foi identificado como Jefferson Quintino, de 36 anos, também conhecido como Zelão. — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Crimes investigados e esconderijo em bunker

Investigações da Polícia Militar apontam que Jefferson Quintino exercia papel de liderança no tráfico de entorpecentes em municípios do Sul Fluminense e em Minas Gerais. O grupo criminoso integrado por ele invadia sistemas do Judiciário brasileiro, esquema revelado por uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo , no domingo (30).

As apurações revelaram que a rede criminosa utilizava credenciais hackeadas de servidores públicos para acessar plataformas de registro processual e alterar dados oficiais, conseguindo cancelar e apagar mandados de captura. Por meio dessa fraude eletrônica, um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça mineira contra Zelão, em vigor desde julho de 2025, constava como baixado ou inexistente nas plataformas digitais.

A PM informou que, apesar da manipulação no banco de dados, setores de inteligência identificaram a existência física do processo e rastrearam o paradeiro do foragido. O cerco culminou no imóvel no bairro Vale Verde, onde os policiais notaram resíduos de poeira e rejunte recente na parede de um dos cômodos.

A abertura dava acesso a um bunker subterrâneo, onde Zelão estava escondido no momento da abordagem. As autoridades seguem com as apurações para identificar outros integrantes da organização responsáveis pelas fraudes cibernéticas.

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Sunday, October 11, 2026

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