MP pede aumento de pena para homem que empurrou namorada de carro | G1
Condenado por lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva em Cajuru (SP), Denis Cipriano Silva foi liberado porque pena foi inferior a quatro anos. Promotor quer 6 anos de prisão para o réu.
Denis e Gabriele estavam juntos há seis meses em Cajuru, SP, quando crime aconteceu — Foto: Arquivo pessoal
O Ministério Público ajuizou um recurso esta semana para elevar a pena de prisão de Denis Cipriano de Carvalho Silva , condenado por empurrar a namorada Gabriele Gonçalves para fora de um carro em movimento, em Cajuru (SP), mas liberado após o julgamento.
Levado a júri inicialmente por tentativa de feminicídio, Silva acabou solto depois que os jurados concluíram que ele não teve intenção de matar e desclassificaram a acusação contra ele para lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva.
Com isso, a pena ficou estabelecida em três anos e seis meses , em regime aberto e inferior a quatro anos, o que o permitiu recorrer em liberdade.
No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o promotor Marco Thulio Gonçalves pede que Silva seja condenado a seis anos e oito meses .
Ele argumentou que o cálculo da pena, em primeira instância, partiu do mínimo de um em vez de dois anos de prisão , mesmo se tratando de lesão praticada no contexto de violência doméstica.
Além disso, segundo ele, a pena foi elevada em apenas um sexto mesmo havendo diferentes circunstâncias desfavoráveis, e mesmo com a própria sentença reconhecendo a gravidade e crueldade dos fatos.
Ao g1 , o advogado de Silva, Mauricio Ferraz, informou que a decisão do júri corrigiu parcialmente uma imensa injustiça que o réu vinha sofrendo e que discorda integralmente do MP. Ele também informou que entrou com um recurso, pedindo a absolvição do acusado pelos dois delitos ou a redução das penas impostas.
"A pretensão de elevação das penas é despropositada, totalmente descabida. Evidentemente se pretende impor privação de liberdade ao acusado com a elevação das penas sob argumentos frágeis e que serão devidamente contrariados pela defesa", informou.
As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, na Rua Capitão José Ferreira Diniz, no Centro de Cajuru.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a "Festa de São Sebastião", um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la.
De acordo com a Promotoria, além de ter sido atingida com um soco no olho, a mulher foi puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no carro dele, onde continuou sendo agredida.
A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento. Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua.
Segundo Gabriele, após várias tentativas, ela conseguiu abrir a porta do automóvel e acabou sendo jogada para fora pelo namorado.
A Promotoria registrou na denúncia que, após ser arremessada do veículo em movimento, Gabriele chegou a ser arrastada por alguns metros pelo carro do agressor, porque o pé havia ficado preso no banco do automóvel.
Em seguida, segundo o MP, o suspeito parou o carro, desceu e segurou a namorada de modo agressivo.
Gabriele foi socorrida com a ajuda de testemunhas e levada inicialmente para a Santa Casa de Cajuru, de onde foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto devido à gravidade das lesões.
A comerciante Gabriele Carolina Gonçalves foi vítima de tentativa de feminicídio em Cajuru, SP — Foto: Aurélio Sal/EPTV
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.