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PMs são acusados de roubar celulares que estavam escondidos em carro transportado por caminhão-cegonha no PR | G1

Defesa afirma que eles são inocentes e que não existem provas do crime. Conforme a denúncia, um dos PMs ameaçou o motorista do caminhão com arma de fogo.

· 490 words

Quatro policiais militares que atuam em São José dos Pinhais , na Região Metropolitana de Curitiba , são acusados de roubarem telefones celulares que estavam escondidos em um carro que era transportado por um caminhão-cegonha.

Câmeras de segurança registraram o momento em que uma viatura da Polícia Militar (PM) chega a um posto de combustíveis na BR-376 e para atrás de um caminhão-cegonha, no dia 26 de setembro de 2025. Cerca de dez minutos depois, a viatura sai do posto e o caminhão a segue. Assista ao vídeo acima.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), quatro policiais militares estavam na viatura: Anderson Luis de Oliveira, Alexandre Rodrigues Kondageski, Danniel da Cruz Melo Fonseca e Evandro Mateus Gasparello.

Eles respondem por roubo qualificado, estão afastados do serviço operacional nas ruas desde fevereiro e não podem usar as armas da corporação.

Anderson Luis de Oliveira, Alexandre Rodrigues Kondageski, Danniel da Cruz Melo Fonseca e Evandro Mateus Gasparello são réus por roubo qualificado — Foto: Reprodução/RPC

Conforme a denúncia, os policiais encontraram caixas com aparelhos celulares dentro de um dos carros transportados pelo caminhão. Em seguida, o PM Alexandre Rodrigues Kondageski entrou na cabine do caminhão e, com a arma de fogo em punho, obrigou o motorista a seguir a viatura.

Segundo o Gaeco, o caminhão foi parado na marginal da BR-116, onde os policiais tiraram do caminhão as caixas com os celulares e as colocaram na viatura.

Conforme a denúncia, os policiais usaram a viatura, as armas e a condição de agentes públicos para roubar os aparelhos. A denúncia afirma que o motorista foi ameaçado durante a ação.

O caso chegou às autoridades depois que a dona da carga procurou o Ministério Público. Ela apresentou contradições em depoimentos sobre o tipo de aparelhos que eram transportados, que não tinham nota fiscal. Para o Gaeco, porém, a possível irregularidade na carga não justifica a conduta dos PMs.

"O sistema de GPS deles estava desligado, eles não fizeram nenhum registro de Boletim de Ocorrência, ainda que fosse um registro tão somente para falar que a diligência que eles fizeram resultou infrutífera. Mas eles abordaram uma pessoa, entraram na cabine fazendo uso de arma de fogo e não fizeram nenhum registro sobre isso", detalha o promotor de Justiça, Fernando Cubas Cesar.

A defesa dos quatro policiais afirma que eles são inocentes e que não existem provas do crime.

"A equipe tinha por praxe – isso é uma questão de dentro da corporação – não lavrar todos os boletins de todas as questões que eram levadas para a equipe. Só aquelas que efetivamente tinham alguma ocorrência a ser registrada, que eram feitos os procedimentos. Essa não houve a efetiva apreensão da mercadoria, por essa questão, não foi lavrado o boletim de ocorrência", defende Willian Anderson Hervis.

A Polícia Militar optou por não se manifestar sobre o caso.

Câmeras de segurança filmaram a viatura parando próxima ao caminhão-cegonha — Foto: Reprodução

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Tuesday, October 13, 2026

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