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Agiotagem e extorsão: foragida de rede de R$ 10 milhões é presa | G1

Jovem estava foragida de operação contra rede interestadual de agiotagem armada e extorsão chefiada por sargento da PM; grupo cobrava juros de até 20% e movimentou R$ 10 milhões.

· 409 words

A Polícia Civil do Tocantins prendeu, neste domingo (13), uma jovem identificada como Maria Luiza, de 22 anos. Ela estava escondida em Lagoa da Confusão , na região oeste do estado. A jovem é suspeita de integrar uma quadrilha interestadual de agiotagem e extorsão.

O g1 não conseguiu contato com a defesa da mulher até a última atualização desta reportagem. A TV Anhanguera teve acesso ao vídeo, que mostra o momento da prisão (veja acima).

A prisão faz parte de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , iniciada na sexta-feira (11). A ação tem como alvo um grupo criminoso que lavava dinheiro e atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins.

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A decisão judicial que determinou a prisão aponta que a investigada apareceu em imagens de câmeras de segurança no prédio de uma das vítimas. Além disso, ela usava uma linha telefônica para fazer cobranças com ameaças.

O processo revela ainda que uma das vítimas sofreu ameaças diretas. Após a prisão de outros membros do grupo, a suspeita foi até a casa dessa pessoa com um homem armado e exigiu uma cópia do depoimento.

Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Justiça também encontrou movimentações financeiras que ligam a jovem aos outros suspeitos. A polícia apreendeu mensagens, planilhas e áudios de cobrança.

Segundo a polícia, a quadrilha fazia empréstimos com juros abusivos de até 20% ao mês. Em áudios obtidos pela investigação, criminosos ameaçavam os devedores de morte caso não pagassem as dívidas.

A apuração teve início após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF), denunciar à polícia que vinha sendo ameaçado junto com familiares após pegar dinheiro emprestado e não conseguir quitar a dívida em razão das taxas abusivas.

A investigação aponta que a organização movimentou cerca de R$ 10 milhões em um período de oito meses, utilizando contas de pessoas jurídicas e de parentes para tentar ocultar a origem ilícita dos valores.

Ao todo, a Justiça expediu 47 ordens judiciais — sendo 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros. Nas diligências, foram apreendidos 10 armas de fogo, grande volume de munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie. Os suspeitos respondem pelos crimes de agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Tuesday, October 13, 2026

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