Mais de oito toneladas de café são recolhidas de supermercados no ES | G1
Segundo a Polícia Civil, informações nas embalagens poderiam induzir o consumidor a erro quanto às características e à quantidade do produto comercializado.
Mais de 8,5 toneladas de café são apreendidos em supermercados no Espírito Santo com irregularidades no peso e umidade — Foto: Divulgação/PCES
Cerca de 8,5 toneladas de café de uma marca goiana foram retiradas de circulação em supermercados da Grande Vitória devido a irregularidades, como índice de umidade acima do limite permitido e diferenças entre peso do produto e a quantidade declarada nas embalagens.
O café era comercializado em vários estabelecimentos no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, o índice de umidade acima do limite permitido aumenta o peso do produto sem representar a quantidade efetiva de café entregue ao consumidor.
Também foram identificadas irregularidades nos rótulos dos produtos, com informações que poderiam induzir o consumidor a erro quanto às características e à quantidade do produto comercializado.
Isso significa que o consumidor poderia ter sido levado a comprar o produto com base em informações da embalagem que não estavam de acordo com o que deveria ser informado.
O nome da marca de café e os supermercados fiscalizados não foram divulgados.
A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), e teve como objetivo combater fraudes contra o consumidor relacionadas à qualidade e à comercialização de café no estado.
Segundo o titular da Decon, delegado Eduardo Passamani, os estabelecimentos comerciais não podem ser responsabilizados pelas irregularidades identificadas.
"As investigações terão como foco a empresa responsável pela fabricação do produto (marca goiana), com o objetivo de apurar eventual prática de crimes contra as relações de consumo", afirmou o delegado.
Quanto ao índice de umidade, o excesso não significa que o café esteja contaminado, mas pode comprometer a qualidade do produto e favorecer o desenvolvimento de fungos. Alguns deles podem produzir micotoxinas, que oferecem riscos à saúde. No entanto, não foi informado se fungos ou micotoxinas foram identificados nos produtos recolhidos.
Os crimes relacionados às relações de consumo podem resultar em penas de dois a cinco anos de prisão, conforme o enquadramento jurídico dos fatos. A investigação prossegue para identificar os responsáveis pelas irregularidades encontradas no produto.
*Texto produzido por Kamila Rossi, aluna do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Vitor Ferri.
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