Operação contra o PCC: 6 alvos não foram localizados, diz polícia | G1
No total foram expedidos 16 mandados de prisão e dez pessoas foram presas nesta quinta-feira (17). Equipes continuam nas ruas em busca dos outros investigados.
Seis dos 16 alvos de uma operação da Polícia Civil contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda não foram localizados, segundo o delegado Fabrício Intelizano, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes . As equipes continuam nas ruas nesta quinta-feira (17) para tentar encontrar os investigados.
A operação investiga a possível infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público no estado de São Paulo .
Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba , São Bernardo do Campo , Diadema , Santos , Praia Grande e Cubatão .
Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, Intelizano informou que os policiais fizeram buscas nas casas dos seis investigados, mas eles não estavam nos endereços.
A investigação também identificou 12 empresas de transporte que teriam ligação direta ou indireta com o PCC. Segundo o delegado, a maior parte delas atua na capital paulista.
A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2024. Na época, a Dise identificou lideranças do PCC envolvidas, segundo a polícia, com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Operação contra infiltração do PCC no transporte leva dez presos à Dise de Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário
Na investigação anterior, os policiais analisaram celulares e outros materiais apreendidos e encontraram conversas entre um integrante do PCC e diversas pessoas.
Segundo Intelizano, os diálogos ajudaram a identificar os 16 alvos da operação.
Pelo menos 70 revólveres foram entregues na Dise de Mogi das Cruzes — Foto: João Belarmino/TV Diário
Segundo a Polícia Civil, documentos, computadores e armas foram levados para a delegacia. Pelo menos 70 revólveres foram aprendidos, além de dois carros de luxo que, segundo a investigação, pertencem ao advogado Milton Mello Mileu.
Um dos alvos da operação é colecionador de armas. Segundo Intelizano, a documentação do armamento encontrado estava irregular.
As armas foram apreendidas e serão analisadas para verificar a origem e a situação da documentação.
Também foram apreendidos celulares, documentos e valores. A Polícia Civil não informou se todas as armas pertenciam ao colecionador.
Até o momento da coletiva, nenhum dos presos havia sido ouvido pela polícia. De acordo com Intelizano, os advogados ainda não tinham acesso às informações da investigação.
O delegado não detalhou a participação individual dos investigados. Segundo ele, o caso está sob segredo de Justiça, e o material apreendido ainda será analisado pela polícia.
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