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Tuesday, September 15, 2026

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O que se sabe sobre a operação que prendeu suspeita de agiotagem | G1

Jovem de 22 anos foi presa em Lagoa da Confusão (TO) durante ação que apura cobranças com ameaças e lavagem de dinheiro. Investigação aponta que suspeitos cobravam juros de até 20% ao mês.

· 486 words

A operação da Polícia Civil que resultou na prisão da suspeita de agiotagem "Malu Navalha" revelou como agia o grupo criminoso investigado por movimentar cerca de R$ 10 milhões em oito meses. Com ação no Distrito Federal (DF) e mais dois estados, os suspeitos chegavam a cobrar juros de até 20% ao mês e fazia cobranças por meio de ameaças.

A prisão faz parte de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciada na quinta-feira (10). A Justiça expediu 47 ordens judiciais, sendo 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros em Goiás, DF e Tocantins.

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Segundo a investigação, a mulher teria usado uma linha telefônica para fazer cobranças com ameaças, além de outros indícios de participação no esquema. O g1 não conseguiu contato com a defesa da mulher até a última atualização desta reportagem.

Confira abaixo o que se sabe sobre a operação até o momento.

Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, — Foto: Divulgação/PCDF

O caso teve início após a denúncia de um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF). Segundo a polícia, ele e familiares passaram a receber ameaças após não conseguirem quitar um empréstimo devido às altas taxas cobradas. A partir da denúncia, os investigadores passaram a reunir provas sobre a atuação da organização.

Segundo a polícia, a organização fazia empréstimos com juros considerados abusivos, que chegavam a 20% ao mês. Em áudios obtidos durante as investigações, os cobradores ameaçavam de morte pessoas que não quitavam as dívidas. O grupo também é suspeito de utilizar contas de empresas e parentes para esconder a origem dos recursos movimentados.

Conforme a polícia, os valores circulavam por meio de contas de pessoas jurídicas e familiares dos investigados para dificultar a identificação da origem do dinheiro. A investigação aponta que a organização movimentou aproximadamente R$ 10 milhões em um período de oito meses.

Conhecida como "Malu Navalha", Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, estava foragida do DF quando foi localizada pelos policiais em Lagoa da Confusão . Conforme a decisão judicial, imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita no prédio de uma das vítimas.

O que a investigação atribui à suspeita?

De acordo com a investigação, após a prisão de outros integrantes do grupo, a suspeita teria ido até a casa de uma vítima acompanhada de um homem armado para exigir uma cópia de um depoimento prestado à polícia. A Justiça também identificou movimentações financeiras que a ligariam aos demais investigados.

Durante as diligências, foram apreendidas 10 armas de fogo, munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie. Os investigados respondem por suspeitas de agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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