Alto Tietê tem 130 mil eleitores que não são obrigados a votar em 2026 | G1
Jovens de 16 e 17 anos, idosos com 70 anos ou mais e pessoas analfabetas não são obrigados a votar; em Biritiba Mirim, grupo corresponde a 13,6% do eleitorado.
Pessoas com 70 anos ou mais representam 83,6% dos eleitores com voto facultativo no Alto Tietê — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Alto Tietê tem 130 mil eleitores para quem o voto é facultativo, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O grupo representa 10% do eleitorado da região.
🔎 O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos, independentemente da idade.
Entre as dez cidades da região, Mogi das Cruzes é a que concentra o maior número de eleitores para quem o voto é facultativo: pouco mais de 40 mil. O grupo representa cerca de 12% do eleitorado da cidade.
Em seguida aparecem Itaquaquecetuba e Suzano , ambas com pouco mais de 25 mil eleitores nessa categoria. Confira:
Apesar de ter apenas 3 mil eleitores para quem o voto é facultativo, Biritiba-Mirim é a cidade do Alto Tietê com a maior proporção desse grupo em relação ao eleitorado total. Ao todo, 13,6% dos eleitores da cidade não são obrigados a votar.
Idosos representam cinco em cada seis eleitores com voto facultativo
Pessoas com 70 anos ou mais representam 83,6% dos eleitores com voto facultativo no Alto Tietê — o equivalente a cerca de cinco em cada seis pessoas desse grupo. Em contrapartida, jovens de 16 e 17 anos representam 5% desse grupo.
Aos 79 anos, a aposentada Regina Monte Serrat Soares Pires afirma que continua votando porque considera o voto um exercício de cidadania.
“Sempre votei. Acho que é um direito de cidadã; sou lúcida e tenho livre-arbítrio para escolher o candidato que acho merecedor”, conta.
Regina Monte Serrat Soares Pires tem 79 anos e vai votar em 2026 — Foto: Foto 1: Arquivo pessoal/Regina Monte Serrat - Foto 2: Fernando Frazão/Agência Brasil
Para Regina, a experiência acumulada ao longo da vida influencia a forma como ela acompanha o processo eleitoral e enxerga a responsabilidade de votar.
“Nós, da minha idade, temos uma bagagem muito grande. O candidato sempre promete, mas as promessas sempre caem no esquecimento”, conta.
Segundo ela, o voto consciente, ainda que pareça invisível no curto prazo, representa a base para a mudança do país. Regina afirma ainda que votar mantém a sensação de cumprir um papel como cidadã.
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