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Thursday, September 10, 2026

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Julgamento em Olímpia: réus vão a júri por tiroteio e morte de ex-PM | G1

Eurípedes Augusto de Melo, o Euripinho, e Elton Regis Albertino são acusados de homicídio qualificado e tentativa de homicídio em confronto durante cobrança de dívida, em 2017.

· 713 words

Câmera registrou momento em que começa tiroteio em Olímpia, em 2017: dois réus vão a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta quinta (10) — Foto: Reprodução/TV TEM

O Tribunal do Júri de Olímpia realiza nesta quinta-feira (10), a partir das 9h, o julgamento de Eurípedes Augusto de Melo e Elton Regis Albertino, acusados de participação em um tiroteio ocorrido durante uma cobrança de dívida , em julho de 2017, na cidade. O confronto terminou com a morte de Leandro Ribas da Silva e deixou outras pessoas feridas.

A sessão será realizada na Sala de Audiência da Vara Criminal de Olímpia. Os dois réus respondem por acusações relacionadas ao homicídio qualificado de Leandro Ribas da Silva e à tentativa de homicídio de Márcio Aparecido Macri. O processo também envolveu outros acusados, mas foi desmembrado para que os réus fossem julgados separadamente.

O caso aconteceu na manhã de 11 de julho de 2017, na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves, em Olímpia. Segundo as informações da investigação policial, uma cobrança de dívida terminou em uma troca de tiros em frente à casa de Eurípedes de Melo, conhecido como Euripinho, corretor de imóveis.

dívida cobrada era de cerca de R$ 300 mil, conforme apuração policial. Imagens de uma câmera de segurança obtidas pela TV TEM na época registraram parte da movimentação e do tiroteio. Assista acima.

Entre os envolvidos estava o ex-policial militar Márcio Aparecido Macri. Leandro Ribas da Silva também, atingido durante o confronto, morreu no dia 18 de julho daquele ano, em decorrência dos ferimentos.

O episódio ganhou repercussão regional justamente pela violência do confronto, ocorrido durante o dia e em uma área urbana de Olímpia.

De acordo com a decisão da Vara Criminal de Olímpia, a denúncia aponta que o confronto começou quando Márcio Aparecido Macri teria efetuado disparos contra Eurípedes Augusto de Melo e outros envolvidos. Em seguida, segundo a acusação, integrantes do grupo teriam atirado contra Macri.

Ainda conforme a denúncia, disparos também atingiram Leandro Ribas da Silva, que morreu em consequência dos ferimentos. A acusação atribuiu aos réus diferentes formas de participação nos crimes.

Eurípedes foi denunciado por homicídio qualificado contra Leandro e por tentativa de homicídio qualificado contra Macri. Elton também foi denunciado pelos dois fatos, além da acusação de associação criminosa.

As acusações, contudo, serão analisadas pelo Conselho de Sentença durante o julgamento. Cabe aos jurados decidir, a partir das provas apresentadas em plenário, sobre a responsabilidade dos réus.

O processo original envolvia cinco acusados, além de Márcio Macri, que também era investigado no contexto do confronto. A Justiça decidiu separar os processos e os julgamentos diante da complexidade do caso e do número de réus.

Na decisão, a Vara Criminal considerou que um julgamento conjunto poderia dificultar a individualização das condutas, a apresentação das provas e o exercício da ampla defesa. Também foram considerados aspectos relacionados à segurança e ao espaço físico do plenário.

Por isso, os julgamentos foram organizados em etapas. Eurípedes e Elton ficaram em um grupo separado dos demais corréus. A decisão destacou que Elton teria dirigido o veículo que levou parte dos acusados ao local, enquanto Eurípedes teria participado do tiroteio a partir da sacada da própria residência.

Armas, cápsulas e munições apreendidas pela polícia, após tiroteio por cobrança de dívida em Olímpia, que terminou com a morte de ex-PM, em 2017 — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Para o julgamento desta quinta-feira (9), presidido pelo juiz Mateus Lucatto De Campos, o Ministério Público requereu a presença de testemunhas policiais e de outras pessoas relacionadas ao caso, além da apresentação de objetos e armas apreendidas, laudos periciais e mídias que fazem parte dos autos.

As defesas de Eurípedes e Elton alegam, no processo judicial, que os réus não cometeram os crimes pelos quais foram denunciados. No caso de Eurípedes, a defesa afirma que ele estava no andar superior da residência quando ocorreu o tiroteio e que também foi atingido por um disparo. Em relação a Elton, a defesa sustenta que ele não estava armado e não participou dos disparos.

Marcas de tiro em veículo, após tiroteio que terminou durante cobrança de dívida que terminou com morte de ex-PM em Olímpia, em julho de 2017 — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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