Médicos são indiciados por morte de empresária após cirurgia plástica | G1
Cirurgião plástico, anestosilogista e dois plantonistas foram indiciados nesta sexta-feira. Empresária de 29 anos morreu um dia após ter sido submetida a quatro procedimentos.
A Polícia Civil indiciou quatro médicos por envolvimento direto na morte da empresária Giovanna Coelho Gomes após passar por cirurgias plásticas em Belém .
Foram indiciados o cirurgião plástico responsável pelos procedimentos estétivos, o anestosilogista e dois médicos plantonistas.
A morte ocorreu em 8 de agosto. No dia anterior, a empresária Giovanna foi submetida a cirurgia plástica que envolveu quatro procedimentos, incluindo nos seios, abdominoplastia, lipoaspiração e enxertia.
Após a operação em um hospital particular, Giovanna ficou internada e começou a se queixar de muitas dores. A família afirma que, mesmo diante das queixas e da piora do quadro, o médico não apareceu para ver a paciente.
Ne nesta sexta-feira (4), a delegacia responsável pelo caso confirmou a conclusão do inquérito e envio ao Ministério Público do Pará (MPPA) na próxima semana. Ao menos 12 testemunhas foram ouvidas.
"Foi possível concluir que quatro pessoas tiveram relação direta com a morte e foram, por tanto, indiciadas", afirmou o delegado responsável pelo caso.
Segundo o delegado, o cirurgião plástico André Melo foi indiciado por homicídio culposo majorado e falsidade ideológica. Em 21 de agosto ele prestou depoimento à polícia.
O g1 procurou o médico para posicionamento e não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. Em agosto, após a morte da empresária, o cirurgião emitiu nota em que lamentava o ocorrido, manifestava solidariedade aos familiares e amigos e dizia que "os esclarecimentos necessários" seriam prestados às autoridades.
O anestosilogista da cirurgia também foi indiciado, por homicídio culposo majorado. Já dois médicos plantonistas foram indicados, sendo o plantonista da madrugada por homicídio majorado, e a plantonista da manhã por homicídio sem majorante.
A morte de Giovanna também é apurada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) há quase um mês. Nesta sexta,p CRM informou que o procedimento instaurado para apurar as circunstâncias da morte da paciente seguem em apuração.
"O Conselho informa ainda que aguarda o recebimento de documentos oficiais necessários à conclusão da sindicância. O procedimento depende da realização das diligências pertinentes para o completo esclarecimento dos fatos e a adequada análise das circunstâncias relacionadas ao caso", informou o conselho.
Giovanna Coelho Gomes morreu com complicações após cirurgias plásticas em Belém — Foto: Redes Sociais
Segundo a família, a cirurgia plástica durou cerca de 4 horas e ocorreu em 7 de agosto, em um hospital particular de Belém. A família afirma que, mesmo diante das queixas e da piora do quadro, o médico não apareceu para ver a paciente.
Um dia após ser operada, Giovanna começou a perder a consciência e foi encaminhada para uma sala do hospital destinada a pacientes em estado crítico.
Ainda de acordo com a família, Giovanna teve paradas cardíacas, foi reanimada e levada para uma nova cirurgia de emergência, mas não resistiu e morreu na noite do dia 8 de agosto. O velório dela ocorreu no dia dos pais.
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