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Saturday, September 12, 2026

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Morte de rato de estimação em clínica de MG termina em agressão | G1

Animal foi internado em clínica de Uberaba e tratamento custou R$ 1.380. Com a morte dele, responsável pediu devolução do dinheiro, mas veterinária só aceitou restituir parte do valor.

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Rato de estimação come coxinha no Terminal de Integração Central em Araraquara — Foto: Brenda Bento/G1

A morte de um rato twister de estimação provocou uma briga com agressões em uma clínica veterinária no bairro Nossa Senhora da Abadia, em Uberaba , no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar (PM), a confusão começou depois que o animal, que estava internado por problemas de saúde, morreu e a dona pediu o estorno do valor pago pelo tratamento veterinário.

Ainda conforme a PM, os militares foram chamados após serem informados sobre uma briga no estabelecimento. Ao chegarem à clínica veterinária, encontraram diversas pessoas exaltadas durante uma discussão.

🔎 O rato twister é uma versão domesticada da ratazana marrom (Rattus norvegicus) e podem ser criados como animais de estimação.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a dona do roedor, uma mulher de 40 anos, contou aos militares que a filha dela, de 18, levou o animal para a clínica no dia anterior para tratar problemas de saúde. O rato precisou ser internado, e as tutoras pagaram R$ 1.380 pelo tratamento.

Na quarta-feira (9), a mulher voltou à clínica acompanhada de outro filho, de 14 anos, para verificar o estado de saúde do rato. No local, descobriu que o animal havia morrido.

A dona do animal se indignou com a situação e disse que, antes da morte, o rato estava se alimentando e caminhando normalmente, segundo a PM. Ela pediu a devolução do valor pago pelo tratamento, mas a médica veterinária informou que a clínica poderia estornar apenas R$ 300.

As envolvidas começaram a discutir. A tutora do rato, então, pegou uma gaiola que estava na clínica como forma de pagamento de metade do valor que havia gasto e tentou deixar o local de carro.

Segundo o relato da mulher, funcionários do estabelecimento foram atrás dela e do filho. Uma das colaboradoras teria tentado segurar o volante do veículo para impedir que ela saísse.

Conforme o relato da tutora à PM, o filho dela tentou intervir na situação, mas recebeu um chute de uma funcionária da clínica. O adolescente, então, deu três socos no rosto da mulher. Os dois continuaram discutindo.

Como o BO trazia apenas a versão da dona do rato, o g1 contatou a médica veterinária responsável pela clínica. Ela não quis se identificar e não respondeu sobre o estado de saúde do animal e o tratamento dado a ele. A profissional afirmou que o histórico médico e registro clínico de pacientes são dados restritos.

A veterinária também afirmou que a equipe dela não cometeu agressão física, mas que uma funcionária sofreu golpes pela tutora do rato e o filho dela, além de insultos racistas e homofóbicos. Segundo a profissional, a colaboradora precisou de radiografias para estudo das lesões no rosto e está afastada do trabalho.

Ninguém foi preso, segundo a Polícia Militar.

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