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Casal e funcionário presos por usar oficina como desmanche são soltos | G1

Phellipe Rodrigues deverá usar tornozeleira eletrônica por 180 dias; polícia encontrou passagem secreta entre imóveis e centenas de peças de motocicletas.

· 454 words

O empresário Phellipe Rodrigues, a esposa dele, Emely Caroline Lourenço, e um funcionário, presos na terça-feira (22) durante uma operação da Polícia Civil contra a receptação de motocicletas roubadas, tiveram a liberdade provisória concedida em audiência de custódia nesta quinta-feira (24).

Phellipe deverá usar tornozeleira eletrônica por 180 dias. Ele é dono de uma oficina de motos na avenida Gury Marques, em Campo Grande .

Os três foram presos depois que a Polícia Civil encontrou uma passagem secreta escondida atrás de uma geladeira . O acesso ligava a casa de Phellipe a um imóvel vizinho, usado, segundo a investigação, para desmontar motocicletas. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos três.

Segundo a decisão, o juiz Francisco Vieira de Andrade Neto reconheceu a gravidade dos fatos, mas entendeu que, neste momento, não há necessidade de prisão preventiva e que outras medidas podem ser suficientes para acompanhar a investigação.

Durante a operação, investigadores da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) encontraram centenas de peças e motores de motocicletas no imóvel.

Segundo o delegado Francis Freire, dezenas das peças já foram vinculadas a veículos roubados e posteriormente desmontados. O restante do material ainda será analisado.

A polícia também apreendeu motores e outras peças com sinais de adulteração. Todo o material será analisado para identificar a origem e verificar se há relação com outros veículos roubados.

Segundo Francis Freire, a investigação indica que Phellipe atuava na receptação, no desmanche e na revenda de peças havia pelo menos dois anos.

O empresário e o funcionário já haviam sido presos anteriormente pela Defurv por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Eles estavam em liberdade.

“Na verdade, tanto o empresário quanto esses funcionários dele já haviam sido presos anteriormente pela Defurv por receptação e adulteração de sinal de veículo automotor. Estavam em liberdade, e as investigações indicaram que eles também trabalhava dentro dessa receptação, desse desmanche e da revenda das peças”, afirmou o delegado.

A quantidade exata de peças relacionadas a veículos roubados ainda é investigada.

“Aqui foram verificadas centenas de peças, mas o que nós conseguimos vincular a produtos roubados e posteriormente desmontados foram dezenas delas”, explicou.

A Defurv investiga desde o início do ano o destino de peças retiradas de motocicletas roubadas em Campo Grande. Segundo o delegado, a oficina de Phellipe tinha ligação com pontos de venda desse tipo de material.

“Grande parte vai para o mercado interno. Outra parte, vamos dizer assim, seria para o mercado externo. Essa oficina se conecta com os principais locais de ponto de venda dessas peças”, disse Francis Freire.

A polícia ainda apura o destino do material apreendido e se outras pessoas participavam do esquema.

Empresário preso em Campo Grande — Foto: Gabi Cenciarelli

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Tuesday, October 13, 2026

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