Justiça ouve acusados por morte de jovem lançada em rope jump | G1
Primeira audiência de instrução acontece nesta quinta-feira (17). Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves estão em prisão preventiva.
A Justiça realiza nesta quinta-feira (17) a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump no dia 13 de junho deste ano, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A audiência irá ocorrer a partir das 12h30 no Fórum de Limeira.
🔎 Nessa etapa do processo, serão ouvidos os réus, testemunhas e demais envolvidos no caso. Após a fase de instrução, o juiz decidirá se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Os réus são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves .
Eles são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a mulher apontada como organizadora do evento. Todos estão presos preventivamente.
Os quatro respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado , sendo que Evelyne também é acusada de fraude processual ( veja abaixo ).
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que, caso o juiz entenda que realmente houve o dolo eventual no crime, a tendência é de que ele decida levar os réus a júri .
Ministério Público denunciou à Justiça quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: Reprodução
Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima
Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual
Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por morte em rope jump — Foto: Reprodução
🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco.
"A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou.
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira — Foto: Arte/g1
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