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Thursday, September 10, 2026

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Ciclista morto em Copacabana: MPRJ denuncia 5 por homicídio | G1

A Justiça agora decidirá se aceita ou não a denúncia e se leva os 5 denunciados ao Tribunal do Júri. Em paralelo, a 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital autorizou a quebra do sigilo telefônico de Davi Santos Machado, um dos seguranças presos pelo crime.

· 703 words

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou por homicídio os 4 presos e o foragido pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira , de 37 anos, linchado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na madrugada de 12 de agosto .

A Justiça agora decidirá se aceita ou não a denúncia e se leva os 5 denunciados ao Tribunal do Júri.

Em paralelo, a 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital autorizou a quebra do sigilo telefônico de Davi Santos Machado , um dos seguranças presos pelo crime.

Ailton José da Silva , entregador, preso;

Felipe Eduardo dos Santos Silva , entregador, preso;

Jorge Luiz Ricardo Dias , segurança, preso;

Wellington Luiz Santos de Souza , foragido.

A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal ofereceu denúncia contra eles por homicídio triplamente qualificado — por considerar que o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima .

Davi e Jorge também foram denunciados por exercício ilegal da profissão .

Cláudio foi agredido no dia 12 de agosto depois de ser injustamente acusado de ter furtado uma bicicleta. Ele estava com a bicicleta da irmã quando parou em frente a uma loja de brinquedos e a uma farmácia na Rua Barata Ribeiro.

Segundo a investigação, ele foi cercado por seguranças particulares que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos. O ciclista recebeu socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira.

Cláudio Rafael Landeiro — Foto: Reprodução

A manifestação do MPRJ veio após a conclusão do inquérito da 12ª DP (Copacabana) sobre o linchamento. A Polícia Civil indiciou 13 pessoas pelo episódio e solicitou que todos sejam julgados no Tribunal do Júri , pois seriam crimes conexos à morte de Cláudio Rafael.

Além de Ailton, Davi, Felipe, Jorge e Wellington, 8 pessoas também foram indiciadas . Em relação a esse grupo, o MPRJ não se opôs aos crimes imputados, mas opinou pelo envio do processo ao 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim) da Comarca da Capital “para a devida apuração em rito próprio”.

A 2ª Promotoria de Justiça entende que são crimes de menor potencial ofensivo .

A Justiça também definirá se desmembra o caso ou se leva todos ao banco dos réus.

Aluísio da Silva Filho: exercício irregular da profissão

Antonia Sandra Rodrigues Ferreira: partícipe do exercício irregular da profissão

Antonio Gonçalves Santiago Neto: partícipe do exercício irregular da profissão

Antônio Ivan Alves Pereira: partícipe do exercício irregular da profissão

Antônio Marcos Pires Sudre da Silva: exercício irregular da profissão

João Cleber de Souza Santiago: omissão de socorro

Lucilene Barros da Silva: partícipe do exercício irregular da profissão

Rayane de Souza Batista Silva: lesão corporal

Estes respondem ao procedimento em liberdade.

O g1 tenta contato com a defesa dos indiciados, mas até a última atualização desta reportagem, não teve retorno.

Cláudio Rafael tinha 37 anos e estava com a bicicleta da irmã quando parou na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana.

Ele foi acusado injustamente de ter furtado uma bicicleta e acabou cercado por seguranças particulares que atuavam na região.

As agressões duraram cerca de nove minutos, segundo a investigação. Cláudio sofreu socos, chutes e golpes com um objeto de madeira.

O ciclista tinha transtornos mentais e defasagem cognitiva , segundo as informações da investigação, e não reagiu às agressões.

Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em 12 de agosto.

Durante a investigação, quatro pessoas foram presas: dois seguranças e dois entregadores de aplicativo.

Um dos seguranças presos, segundo a investigação, não teria agredido diretamente Cláudio. O outro é Davi Santos Machado, apontado como o homem que teria dado as pauladas na vítima.

Wellington Luiz Santos de Souza, apontado como o quinto participante do homicídio, está foragido.

Investigação mira comerciantes de Copacabana

Além de apurar quem participou diretamente das agressões, a Polícia Civil investiga a estrutura de segurança privada irregular que funcionava na região.

Segundo a polícia, comerciantes de Copacabana são suspeitos de financiar o esquema por meio de pagamentos feitos ao coordenador do grupo.

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