Sobe para 10 número de presos em operação contra grupo na Bahia | G1
Décimo suspeito foi preso em flagrante em Camaçari, onde a polícia encontrou cerca de uma tonelada de maconha, crack e cocaína em um galpão.
Subiu para 10 o número de pessoas presas na Operação Leakage, deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Polícia Civil da Bahia contra um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína no estado.
A décima prisão aconteceu durante um novo desdobramento da operação, em Camaçari , na Região Metropolitana de Salvador .
A Operação Leakage também cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador, cidades da região metropolitana, Feira de Santana e Cascavel , no Paraná.
Segundo a Polícia Civil, um homem foi preso em flagrante em um galpão onde foram encontradas aproximadamente uma tonelada de drogas, entre maconha, crack e cocaína. Não há informações sobre a identidade do suspeito.
Operação Leakage foi deflagrada nesta quarta-feira (7) — Foto: Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, todo o material apreendido ainda será contabilizado e encaminhado para perícia, que deverá identificar e quantificar as substâncias.
As dez prisões aconteceram na Bahia. Nove suspeitos tiveram prisões preventivas cumpridas e dois foram presos.
A TV Bahia apurou que uma das presas é Malena Santos de Moura , farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce . Ela foi presa ao chegar ao local para trabalhar.
Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) informou que a instituição segue à disposição das autoridades para oferecer todas as informações que forem necessárias.
Veja abaixo os nomes das outras nove pessoas presas na operação:
Gabriela Costa de Oliveira: chefe local do grupo;
Gabriela Costa de Oliveira é apontada como chefe local do grupo — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Luís Paulo do Sacramento Palma: articulador logístico;
Luís Paulo do Sacramento Palma é apontado como articulador logístico. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa": chefe local do grupo;
Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa" é apontado como chefe local do grupo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ": auxiliar de logística;
Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ" é apontado como auxiliar de logística. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Luciano Santos da Silva: chefe local do grupo;
Luciano Santos da Silva é apontado como chefe local do grupo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Adailton Souza dos Santos, conhecido como "Bob": controle de estoque;
Adailton Souza dos Santos é suspeito de controle de estoque. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Douglas Araújo de Oliveira, conhecido como "DG": gerente e negociador;
Douglas Araújo de Oliveira é apontado como gerente e negociador. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Malena Santos de Moura: guardava e vendia drogas;
Uma das presas foi Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior (preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo): chefe local do grupo.
Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo as investigações, o grupo era responsável por uma estrutura de transporte, armazenamento e distribuição de grandes carregamentos de cocaína. A droga era comprada em grandes quantidades no Paraguai e levada para o Paraná. De lá, os entorpecentes seguiam para Salvador e cidades do interior da Bahia.
A apuração aponta que toneladas de cocaína eram movimentadas mensalmente pelo grupo. A droga seria distribuída para diferentes organizações criminosas.
Dois homens presos na operação são apontados como responsáveis pelo recebimento dos carregamentos e pela distribuição dos entorpecentes para diferentes pontos.
Para armazenar as drogas, o grupo utilizava galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento dos integrantes e da estrutura usada no tráfico: o aluguel de dezenas de imóveis e veículos.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam temporariamente casas e carros, o que dificultava a identificação dos locais e veículos ligados ao esquema.
Os investigadores também apreenderam drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos durante o cumprimento dos mandados.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens relacionados aos investigados. Outros 11 veículos também foram bloqueados por suspeita de ligação com o transporte e a distribuição das drogas.
As investigações identificaram ainda grupos que teriam surgido a partir da organização investigada e pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades baianas.
Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil encontrou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas de fogo.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.
A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.
Cerca de 130 policiais participaram da operação. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas. Também houve ações em Lauro de Freitas , Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.
Operação mira grupo suspeito de trazer grandes cargas de drogas do Paraguai para a Bahia — Foto: Polícia Civil
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