Operação apura desvios em contratos entre prefeitura de Araçoiaba | G1
Auditoria do TCE identificou irregularidades em pagamentos do município para Instituto Reviver Brasil.
Operação Anamnese faz buscas em casa de suspeitos de desvios em contratos da saúde com prefeitura de Araçoiaba — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (3) uma operação para investigar desvios fraudes em contratos da saúde em Araçoiaba , no Grande Recife. Segundo a corporação, parte do grupo suspeito também é alvo de outra investigação, sobre desvios de cerca de R$ 5,2 milhões em contratos semelhantes em Condado , na Zona da Mata de Pernambuco.
Na Operação Anamnese, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão. Eles são cumpridos no Recife e em Amaraji e Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Também foram expedidas ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, todos expedidos pela Comarca de Igarassu .
Segundo a Polícia Civil, os contratos eram entre a prefeitura de Araçoiaba e o Instituto Reviver Brasil (IRB), que é uma organização social (OS) contratada para prestação de serviços complementares de saúde.
Entre os crimes investigados estão peculato (quando funcionário público se apropria ou desvia dinheiro), corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação começou em dezembro de 2025, após um relatório expedido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O documento apontou irregularidades consistentes praticadas entre 2020 e 2024, no recebimento de valores repassados ao IRB sem comprovação da contrapartida em serviços.
Além disso, a polícia identificou indícios de movimentações financeiras atípicas, com características de lavagem de dinheiro, em relação a quase todos os suspeitos, "além de elementos no sentido de que parte dos recursos e da própria estrutura do IRB vem sendo utilizada para promoção de agentes públicos".
A Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos, nem o suposto valor desviado pelo grupo criminoso.
A corporação também citou que diversos dos investigados foram alvos da Operação Sangria, deflagrada em agosto. Nessa ação, a polícia investiga desvios de cerca de R$ 5,2 milhões entre 2022 e 2024 em contratos firmados entre a prefeitura de Condado e o Instituto Reviver Brasil.
Na Operação Sangria, também é investigada a suspeita de envolvimento do vice-prefeito de Condado, Rinaldo Barros (PV), que é ex-dirigente do IRB.
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