Morte de estudante em Taubaté: polícia ouve testemunhas e faz perícia | G1
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi morto a tiros durante uma discussão de trânsito em Taubaté. Bombeiro acusado dos disparos está em liberdade provisória e é alvo de pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público.
A Polícia Civil ouviu testemunhas durante a investigação da morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão de trânsito em Taubaté (SP). O canivete que pertencia ao estudante foi recolhido pela perícia para análise (leia mais abaixo).
Segundo apuração da Rede Vanguarda , entre as pessoas ouvidas na quinta-feira (1º) estão o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, a mulher dele, uma testemunha ocular, e ao menos um policial militar. Outras duas pessoas ainda devem prestar depoimento nesta sexta-feira (2).
Os novos depoimentos podem ajudar a polícia a esclarecer a dinâmica da ocorrência, que tem versões diferentes apresentadas à investigação. Segundo a defesa do bombeiro, ele acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e atirou depois que Bruno teria avançado contra ele com um objeto que teria parecido uma arma.
Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, é bombeiro militar e está na corporação há cerca de 10 anos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Bruno foi atingido por quatro tiros (um no pescoço, dois no tórax e um no braço esquerdo) e morreu. Marcos foi preso em flagrante, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia. O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva do bombeiro . A investigação é conduzida pelo 1° Distrito Policial de Taubaté.
Bruno Hashimura San Juliano — Foto: Reprodução
Durante a investigação, a polícia apreendeu cinco cartuchos, o celular de Bruno, a pistola usada pelo bombeiro Marcos Paulo e um canivete que pertencia ao estudante.
O canivete foi recolhido pela perícia e será analisado. Por isso, não há imagem do objeto disponível neste momento. O material periciado será anexado aos autos do processo ao final da investigação.
A análise do canivete faz parte da apuração e pode ajudar a esclarecer as circunstâncias da discussão. De acordo com a mãe de Bruno, Soraia Hashimura, o objeto seria um canivete multiuso na cor azul, que ele ganhou de brinde em uma compra em uma loja de perfumes. A mãe disse que o canivete era antigo e Bruno o usava para pequenos reparos no carro.
Na noite de quinta-feira (1º), estudantes, amigos e familiares de Bruno fizeram uma manifestação em Taubaté. O grupo pediu justiça pela morte do jovem. As aulas do curso de medicina foram retomadas nesta sexta-feira (2).
A defesa de Marcos Paulo afirmou, por meio de nota, que as ocorrências anteriores envolvendo o cliente foram arquivadas.
O advogado Cláudio Rodrigues Moreira afirmou que fatos anteriores devem ser tratados com cautela e dentro de seu contexto jurídico, especialmente quando não resultaram em denúncia ou ação penal.
A defesa também afirmou que continuará prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades responsáveis pela investigação. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Bombeiro é levado em viatura após prisão em flagrante em Taubaté. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau). — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
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