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Saturday, September 12, 2026

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Homem morto a facadas em Ribeirão Preto: irmã contesta suspeita | G1

Família nega que Marcus Vinicius da Silva tenha atacado Amanda da Silva antes de ser esfaqueado no imóvel em que moravam em Ribeirão Preto. Investigada teve prisão em flagrante convertida em preventiva.

· 694 words

A irmã de Marcus Vinicius Gonçalves da Silva, morto a facadas no apartamento em que morava em Ribeirão Preto (SP) e exibido em uma live por Amanda Carla da Silva , afirma que os dois estavam em um relacionamento amoroso recente e que o irmão estava feliz.

A fala contradiz a versão da indiciada, de 22 anos, que alegou que apenas dividia despesas do imóvel com o autônomo de 32 anos.

"A gente veio muito indignado aqui, porque ela disse que não tinha relacionamento com o meu irmão, que eles estavam dividindo só despesas, sendo que eles tinham um relacionamento sim. Ele me comprova por mensagens que comprou aliança, que estava morando com ela, que estava muito feliz e que estava com um relacionamento estável", disse Ketlin Beatriz Silva de Jesus, pouco depois de prestar depoimento na Polícia Civil.

Amanda Carla foi presa em flagrante no local do crime e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A indiciada responde por homicídio.

Em depoimento à polícia, ela declarou ter agido para se defender de um ataque de Marcus Vinicius e negou ter vínculo amoroso com ele. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Amanda para se manifestar sobre o caso até a última atualização desta notícia.

Marcus Vinicius Gonçalves da Silva foi morto a facadas por Amanda Carla da Silva, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Redes sociais

Ketlin relatou às autoridades policiais que o irmão conheceu Amanda recentemente e passou a morar no apartamento a convite dela.

Segundo a irmã, os dois viviam como um casal, contrariando a versão da investigada de que apenas dividiam despesas no imóvel. A irmã ressaltou o comportamento carinhoso de Marcus Vinicius no convívio com a companheira e com a família.

"Ele era muito amoroso, a forma de demonstrar o carinho dele era de comprar as coisas, de presentear", disse Ketlin.

A família informou ter recebido prints das imagens transmitidas pela suspeita após o crime.

"Ela fez [a live] através do perfil dela. A gente não teve acesso à live em si, a gente teve acesso a prints de tela onde a pessoa printou que ela estava fazendo a live do perfil dela. Ela abriu uma live e no chão está o corpo dele", disse Ketlin.

Ketlin Beatriz Silva de Jesus, irmã de homem de 32 anos morto a facadas dentro do apartamento em que morava em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

Crime muito bárbaro, diz advogado da família

O advogado que representa a família da vítima, José Giannasi Júnior, declarou que os elementos apurados na fase inicial da investigação inviabilizam a tese de que a investigada tenha agido para se defender de agressões.

"Os fatos são gravíssimos, o cenário fático já colhido ali, já afasta por completo a tese da acusada, da Amanda, de legítima defesa, não há espaço para construir uma tese dessa dentro do cenário já angariado ali", disse Giannasi Júnior.

Os familiares de Marcus Vinicius querem justiça, segundo ele. "A família totalmente indignada, muita dor, e foi um crime muito bárbaro", afirmou.

Família de Marcus Vinicius diz que Amanda Carla da Silva fez transmissão ao vivo após matá-lo em Ribeirão Preto, SP — Foto: Redes sociais

O crime aconteceu na madrugada da última segunda-feira (7) em um apartamento no bairro Reserva Macaúba, Zona Norte de Ribeirão Preto .

Policiais militares foram acionados à 1h17 e, ao chegarem com a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encontraram Marcus Vinicius morto com uma perfuração no pescoço.

No imóvel, os agentes encontraram duas facas e viram Amanda Carla da Silva com vestígios de sangue na roupa e no rosto.

O boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto. Durante as diligências, a Polícia Civil efetuou a apreensão do telefone celular de Amanda e do aparelho de Marcus Vinicius.

Câmeras de monitoramento do condomínio também registraram a movimentação da suspeita no corredor do prédio. A Polícia Civil colheu depoimentos dos policiais militares e de parentes da vítima, e aguarda a conclusão dos laudos periciais e dos exames necroscópicos.

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