Pazolini e Ferraço prometem pouco e trocam farpas sobre segurança | G1
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputam o comando do Palácio Anchieta. Os candidatos discutiram propostas para eventual governo. Encontro aconteceu no estúdio da TV Gazeta, em Vitória.
Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço, candidatos ao governo do Espírito Santo, em entrevista à TV Gazeta — Foto: Reprodução/TV Gazeta
A TV Gazeta realizou, nesta quinta-feira (22), o debate entre os candidatos que disputam o segundo turno para o governo do Espírito Santo. O encontro foi mediado pela jornalista e apresentadora Rafaela Marquezine e transmitido ao vivo na emissora e também pelo g1 e Globoplay .
Participaram os candidatos Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). O segundo turno das Eleições 2026 será neste domingo (25), das 8 às 17 horas.
O debate foi dividido em quatro blocos. O primeiro e o terceiro com tema livre; o segundo e o quarto com tema determinado. No quinto e último bloco, cada candidato teve um minuto e meio para as considerações finais.
O primeiro bloco foi de tema livre, com duração de aproximadamente 25 minutos. Cada candidato teve 13 minutos para administrar o tempo da forma que preferisse entre pergunta. A ordem de quem abre os blocos foi definida em sorteio prévio na presença de representantes dos candidatos.
Lorenzo Pazolini começou questionando o candidato Ricardo Ferraço sobre segurança pública. Perguntou sobre a falta de mais de dois mil policiais e a falta de efetivo.
O candidato Ferraço respondeu que contratou mais policiais e que o estado tem a menor taxa de homicídio dos últimos trinta anos, além de ter diminuído o número de homicídios por cem mil habitantes de 58, para 19, e que pretende que esse número chegue até 17.
Pazolini questionou sobre o estado ser o mais violento da região sudeste para as mulheres e sobre os feminicídios no estado terem aumentado 18%.
O candidato Ferraço apontou que foram inauguradas várias medidas para proteger as mulheres no estado como casa abrigo, centros margaridas, salas maria da penha.
Ferraço questionou sobre a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na cidade enquanto o candidato Pazolini foi prefeito de Vitória, e comentou que Vitória é a única capital do país que não tem UPA nem hospital.
Os candidatos também discutiram sobre educação e taxa de desemprego.
O segundo bloco foi de tema determinado. O primeiro a perguntar foi o candidato Ricardo Ferraço com o tema líderes da facção criminosa. O candidato questionou sobre a demora de concurso público durante o período em que Pazolini foi prefeito de Vitória.
Pazolini apontou que as organizações criminosas cresceram no estado, e apontou sobre falta de nomeação de profissionais e assumiu o compromisso de recompor os quadroa da Polícia Civil e da Polícia Militar.
O segundo tema sorteado foi atração de investimento. Foi a vez de Pazolini começar perguntando. O candidato falou que Vitória se destacou com estabilidade jurídica enquanto ele era prefeito e questionou o que o estado tem feito para atrair investimentos e gerar emprego e renda.
O candidato Ricardo Ferraço respondeu que o estado cresce o dobro da médica nacional e atraiu várias empresas que geram empregos de qualidade em todas as regiões do estado. Reforçou ainda sobre vários programas lançados pelo governo do estado de qualificação, como o Qualificar ES, Qualificar Mulher.
Pazolini apontou que 280 mil capixabas estão na fila da qualificação profissional e disse que Vitória foi a cidade do estado que mais realizou investimentos.
Ao final do bloco Ferraço apontou que Pazolini foi denunciado pela Polícia Federal por calúnia e difamação. Já Pazolini respondeu que quem foi denunciado teria sido o ex-governador.
O terceiro bloco foi de tema livre. Ricardo Ferraço perguntou para Pazolini sobre educação, especificamente sobre ampliação do tempo de planejamento e melhoria da remuneração para os professores.
Pazolini reforçou que tem compromisso em trazer salários com índices maiores da reposição da inflação.
Ferraço questionou Pazolini do porquê a capital não teve nenhuma escola cívico-militar construída. Disse que o governo do estado já construiu 252 escolas de tempo integral e que 80% das escolas da rede estadual são climatizadas.
Ferraço questionou qual papel o político Magno Malta vai ter caso Pazolini seja eleito e questionou sobre a possibilidade das secretarias de cultura e turismo virarem uma só durante o governo.
Pazolini respondeu que isso não está escrito no plano de governo e que busca trazer uma gestão moderna em que todas as pastas e secretarias conversam entre si. Sobre a menção ao político Magno Malta, ele disse estar aberto ao diálogo e buscar experiência de outros políticos.
Os candidatos também falaram sobre mobilidade urbana e cultura e Ferraço apontou que houve uma regressão do tema na capital enquanto Pazolini foi prefeito da capital.
O bloco foi de perguntas determinadas e o primeiro a perguntar foi Pazolini, com o tema reforma tributária. O candidato questionou Ferraço sobre como o governo se prepara para vencer o desafio que deve trazer efeitos negativos para a economia capixaba, principalmente desafios apontados pelo próprio secretário de fazenda do atual governo.
Ferraço apontou que o estado está preparado para enfrentar a reforma tributária por ser um estado organizado e com investimentos.
O segundo tema sorteado foi filas para exames. Ferraço perguntou como Pazolini pretende manter o compromisso com a saúde do estado e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Pazolini respondeu que atualmente 417 mil capixabas estão na fila para exames e consultas e aguardam mais de 348 dias. O candidato também afirmou que vai trazer um programa voltado para ajudar as famílias neuroatípicas e reforçou que na capital conseguiu zerar a fila de exames e consultas.
Ferraço disse pretende ampliar a capacidade de oferta hospitalar concluindo diversas obras em todo o estado.
Pazolini encerrou o bloco mencionando que o Hospital Infantil de Vitória está precário, necessitando de obras e que vai ter em seu governo ações com redes filantrópicas que podem ajudar em parcerias na saúd
"Capixabas, muito obrigado por vocês todos que ficaram até essa hora acompanhando e podendo fazer uma comparação sobre esses dois projetos. Procurem rever amanhã esse debate e vejam se vocês encontram alguma coisa de concreto e de real no candidato. Eu chamei várias vezes o candidato para que ele pudesse olhar no fundo dos meus olhos e ele não faz isso. Só olha no olho do outro quem gera confiança. O que nós precisamos é isso.
São dois projetos, um projeto de continuidade, de aperfeiçoamento, de avanço, com experiência. O outro projeto é um projeto de ruptura, é um projeto que não dialoga com a vida real. É um projeto que até é muito simpático nas redes sociais, mas governar, liderar é muito mais que ser simpático nas redes sociais. É trabalhar, é ter capacidade de gestão, de transformação na vida das pessoas.
A mudança real é a continuidade com avanço e com velocidade e é isso que nós estamos experimentando no Espírito Santo. Esse é o meu compromisso com as famílias capixabas. Esse é o meu compromisso com as mulheres, com o respeito que eu tenho pelas mulheres, pelos jovens e pelos idosos. No dia da eleição, no domingo, com a sua escolha, você vai decidir o futuro do Espírito Santo. E o futuro tem nome, é Ricardo, é 15. Muito obrigado, capixabas."
"Olha, Rafaela, eu quero parabenizá-la pela mediação, parabenizar o candidato pela participação. Agradecer a você que já está nessa sexta-feira conosco. Agradecer a todos os capixabas que nos deram uma oportunidade única, um neto de taxista e de uma costureira, chegar ao segundo turno desse debate e principalmente ao segundo turno de uma eleição tão difícil.
Quero aqui agradecer a cada abraço, a cada olhar, a cada energia positiva. Foram dias, noites, madrugadas, debaixo de sol, debaixo de chuva, numa jornada que tem como objetivo cuidar da vida dos capixabas. E é essa história que nós vamos escrever a partir do ano que vem. Um novo tempo de harmonia, de amor, de diálogo, de compaixão e principalmente de formas de mudança da sua realidade social. Você se acostumará a ter um governador que estará nas áreas de vulnerabilidade social, estará nas áreas elevadas, no morro, na comunidade, assim como nós fizemos na nossa querida e amada capital. E é essa transformação que eu quero iniciar com você e é a partir de agora, no próximo dia 25, no próximo domingo. Eu quero contar muito com você para poder olhar nos seus olhos, para conectar os nossos corações e para isso eu preciso da sua confiança.
Dê essa confiança a alguém que se qualificou, que com muita fé e humildade chegou a esse momento do segundo turno. E eu quero pedir com muita humildade e olhando no fundo dos seus olhos o voto 10. Pazolini, o seu governador, por mais saúde, segurança, empatia e políticas públicas que transformarão a sua vida, 10."
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