Supervisor do Bolsa Família exonerado por suspeita de estupro tentou agarrar adolescente em quarto durante visita domiciliar no PI | G1
A Polícia Civil investiga a denúncia; Prefeitura de Parnaíba informou que exonerou o servidor após tomar conhecimento da investigação.
O servidor da Prefeitura de Parnaíba que foi exonerado após ser denunciado por estupro contra uma adolescente de 16 anos durante uma visita de trabalho teria tirado parte da roupa, tentado agarrar a jovem e se masturbado em um dos quartos . O caso foi denunciado na quarta-feira (16) e é investigado pela Polícia Civil do Piauí.
Em entrevista à TV Clube , a responsável pela adolescente relatou que o caso aconteceu quando a jovem entrou em um dos quartos da residência. Segundo a denúncia, o servidor entrou no cômodo logo depois.
O servidor, identificado pelas iniciais S.W.M., trabalhava como supervisor de cadastro do Bolsa Família na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania. Em nota, a Prefeitura de Parnaíba afirmou que "não compactua com qualquer forma de violência, especialmente quando envolve pessoas em situação de vulnerabilidade". Leia a nota na íntegra ao final da reportagem.
A responsável pela adolescente relatou que as duas estavam em casa quando dois homens chegaram ao imóvel. Um deles teria se apresentado como integrante do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), utilizava identificação funcional e solicitou documentos às moradoras.
Ainda de acordo com o relato, o homem pediu para falar reservadamente com a adolescente.
"No momento do particular, ela disse que ele não falou nada. Só pra ela arrumar um endereço", contou a responsável.
Segundo a denúncia, a adolescente entrou em um dos quartos da residência para guardar a documentação solicitada quando foi surpreendida pelo suspeito. A responsável pela jovem relatou que o homem tentou agarrá-la e se masturbou no local. Em seguida, ele deixou a residência.
"Quando eu vi isso aqui [região do peito] dela, tava vermelho, né? Mas também não pedi nada pra ela não. Ela só me disse o que ele fez. Aí eu chamei meu marido e falei pro meu marido. Ela começou a chorar", contou a responsável.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado pela família cerca de meia hora depois. De acordo com a Polícia Civil, diligências foram realizadas na tentativa de prender o suspeito, mas ele não foi localizado.
A Polícia Civil também requisitou perícia no quarto do imóvel para coleta de vestígios que possam auxiliar na investigação.
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