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'Dei pisões nele', disse pai do menino Gustavo durante novo depoimento | G1

Gustavo Velozo, de 3 anos, foi encontrado morto após ser levado para passar o fim de semana na casa do pai. Igor Gustavo Velozo e a companheira, Kathellen Moreira da Silva, são réus pela morte do menino.

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Durante novo depoimento à Polícia Civil, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai do menino Gustavo Velozo, confessou que deu pisões e chutes no filho. O menino morreu após ser levado para passar um fim de semana na casa do pai , na região norte de Palmas.

"Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga. Então, por aquela questão da barriga dele ser grande, ele já tinha problemas, não tenho dúvidas. Então, ali eu acho que houve aquele problema no intestino. Então, eu o chutei", afirmou o advogado em depoimento ao qual a TV Anhanguera teve acesso.

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O menino Gustavo foi encontrado morto no dia 2 de agosto de 2026. O pai e a madrasta, Kathellen Moreira da Silva, foram indiciados pela polícia e estão presos preventivamente . A Justiça aceitou denúncia e eles viraram réus pela morte da criança.

A defesa de Igor Veloso afirmou que tudo será esclarecido nos autos. A defesa de Kathellen Moreira foi procurada pela TV Anhanguera, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Gustavo Veloso Feitosa de 3 anos foi encontrado morto em Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A perícia apontou que Gustavo morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por lesões graves em várias partes do corpo.

O exame identificou hematomas na cabeça e no intestino, além de laceração anal. Segundo o laudo dos legistas, houve violência sexual.

Durante o depoimento, Igor confessou que espancou o menino na área da casa. Ele contou que se irritou ao encontrar a criança na piscina sem autorização, onde o menino supostamente quase se afogou. O advogado nega que tenha praticado violência sexual.

"Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz."

Os novos depoimentos ocorreram antes do indiciamento do menino pela Polícia Civil, no dia 17 de setembro. A madrasta, Kethellen Moreira, relatou ter vivido momentos de tensão na noite do crime por causa da agressividade de Igor.

Segundo ela, o companheiro ficava autoritário quando bebia. Kathellen disse que tentou entrar no quarto onde Igor estava com Gustavo porque o outro filho do advogado, de 11 anos, teria ouvido barulhos de pancadas. No entanto, o pai impediu a entrada.

“Aí, ok, a gente bateu na porta, ele não abriu. Eu fui pra sala, e Igor me ligou e perguntou quem estava batendo na porta. Eu já falei: ‘Vai cuidar da sua vida, vagabunda", contou.

Igor Gustavo Veloso e Kathellen Moreira são investigados pela morte do menino Gustavo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Kathellen disse que, depois disso, foi dormir no quarto da filha dela, de quatro meses. Na manhã seguinte, entrou no quarto de Igor para pegar um remédio e viu Gustavo deitado.

"Igor, deixa eu pegar um remédio para dor de cabeça. O Gustavo estava deitado de lado. Quando eu liguei a luz, notei que ele fez assim com o olho. Como foi rápido, mas eu não prolonguei muito o assunto e saí."

Igor Veloso de Sousa é acusado dos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual.

Kathellen Moreira da Silva responde por vicaricídio, por omissão diante das agressões praticadas contra o enteado, e fraude processual.

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Thursday, October 29, 2026

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