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Notícias do Triângulo: Criança em pista, fim de bets e Cosme e Damião | G1

Resumo de notícias da semana entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro.

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Confira o que foi destaque no g1 Triângulo nesta semana, com as notícias mais acessadas entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro.

Um menino de 5 anos foi encontrado caminhando sozinho próximo à MG-181, em Brasilândia de Minas , na sexta-feira (25). Funcionárias de uma escola localizaram a criança e a levaram para a unidade escolar.

Segundo a Polícia Militar (PM), a criança usava apenas uma cueca e apresentava marcas no ombro.

A direção da escola acionou o Conselho Tutelar e tentou localizar os responsáveis pelo menino. Durante as buscas, os militares foram informados de que a mãe da criança, de 26 anos, havia procurado a Polícia Militar para comunicar o desaparecimento do filho.

A mulher contou que havia aplicado um ‘corretivo’ na criança e que, depois disso, o menino saiu correndo, abriu o portão da casa e fugiu para a rua.

O menino foi levado para a casa dos avós maternos. A mãe foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil por suspeita de abandono de incapaz e lesão corporal. Ela foi ouvida e liberada.

Por quase dois anos, Vânia de Souza Borges transformou o luto pela morte do filho em uma campanha contra as apostas on-line. Na sexta-feira (25), ao saber que o governo federal anunciou medidas para proibir as bets e os jogos virtuais no Brasil, a professora de Uberlândia , diz ter sentido alívio, mas não considera a luta encerrada. Ela atribui a morte do filho às bets.

A medida veio poucos dias depois dela se sentar frente a frente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília. No encontro, Vânia levou a história do filho, Rafael Borges Amaral, morto em 2024 aos 26 anos, e fez um pedido direto: que o governo não se limitasse a regulamentar o setor.

Agora, diante do anúncio do governo, ela diz enxergar um primeiro resultado concreto de uma mobilização que começou depois da morte de Rafael.

“Ao longo dessa trajetória eu mudei muito, a Vânia de antes que muitas vezes não foi ouvida, comemora em saber que finalmente algo começa a ser feito. Sinto que o Lula entendeu quando eu disse que é preciso cortar o mal pela raiz”, afirmou.

Todo mês de setembro, uma cena se repete pelas ruas: crianças à espera de sacolinhas coloridas, balas, pirulitos, bolos e outras guloseimas distribuídas em nome de Cosme e Damião. Para algumas famílias, é uma lembrança de infância. Para outras, uma promessa religiosa. Para muitas, simplesmente uma tradição que atravessa gerações.

A prática brasileira reúne elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana. Cosme e Damião, na tradição cristã, são lembrados como irmãos gêmeos que exerciam a medicina e cuidavam dos doentes. No Brasil, a devoção aos santos se encontrou com tradições religiosas de origem africana e eles passaram a ser associados aos Ibeji, divindades gêmeas ligadas à infância.

A resposta está justamente na relação da festa com a infância e com a ideia de alegria.

No Brasil, a associação entre Cosme e Damião e os Ibeji ajudou a consolidar a distribuição de doces como uma das marcas mais conhecidas da celebração. A prática também aparece em festas de Ibeji e em diferentes tradições afro-brasileiras.

Segundo o pesquisador das tradições de matriz africana pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e babalorixá (função de sacerdote supremo de um terreiro de religiões de matriz afro-brasileira), Oloirê Costa, o doce não deve ser entendido apenas como uma guloseima. É um símbolo.

“O doce é o símbolo da felicidade”, ressaltou o pesquisador.

A lógica está na própria experiência de oferecer algo doce a outra pessoa: é uma maneira de desejar que a vida dela seja também mais doce.

Criança encontrada às margens de rodovia, mãe que perdeu filho e Cosme e Damião. — Foto: Arte g1

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Saturday, October 3, 2026

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