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É falso que urna no DF tinha votos antes do início da votação | G1

Vídeo de 2018 mostra policiais militares 'denunciando' suposta irregularidade em equipamento. Gravação, que já foi desmentida pelo TSE, voltou a circular antes do 1º turno das eleições de 2026.

· 506 words

É #FAKE que urna eletrônica no DF apresentou votos registrados antes do início da votação — Foto: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo com dois policiais militares afirmando que foi identificada uma urna eletrônica do Distrito Federal com votos registrados antes da votação e que o lacre do dispositivo havia sido violado. É #FAKE .

📲 Como o conteúdo chegou ao Fato ou Fake?

Leitores enviaram sugestão pelo nosso WhatsApp : +55 (21) 97305-9827 .

O conteúdo, que é antigo, voltou a viralizar no WhatsApp às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4).

Na gravação, dois policiais militares dizem que um representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria tentado fazer um teste em uma urna eletrônica e identificado votos computados antes da votação. "A urna que deveria estar zerada já veio com a suspeita de ter votos impressos nela" , diz um deles, alegando que o mesmo problema também teria ocorrido em urnas de todo o país.

Depois, o outro agente afirma que o representante constatou uma violação no lacre eletrônico: "Quando ele foi liberar as urnas para que fosse liberado o sistema, as urnas já estavam liberadas" .

Mas isso não é verdade. Esse vídeo, que circula desde 2018 e viralizou em eleições anteriores, foi pelo Fato ou Fake em outubro de 2020 (leia mais abaixo).

As suspeitas denunciadas pelos policiais não eram verdadeiras . Procurado novamente pelo Fato ou Fake , o TSE afirmou que as alegações já foram desmentidas pelo órgão e enviou uma nota publicada em 13 de outubro de 2018. O texto diz que:

O vídeo foi gravado em 7 de outubro de 2018 por dois policiais militares do Distrito Federal, mas que a suposta fraude não foi comprovada.

Durante uma coletiva de imprensa na mesma data, a então presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Carmelita Brasil, declarou que o caso foi um mal-entendido por parte dos agentes e do denunciante.

Segundo a apuração da corte, houve um "desconhecimento técnico" do colaborador contratado pelo órgão.

O TRE-DF apontou que não houve nenhuma alteração constatada tanto na zerésima ( relatório emitido antes do início da votação para comprovar que não há voto registrado ) quanto o Boletim de Urna ( resultado impresso após o registro de votos de cada urna ).

Os policiais envolvidos na gravação começaram a ser investigados dias depois. Em 19 de outubro de 2018, a Polícia Federal abriu um in quérito que tinha como alvo os agentes Hércules Alves Viana e Ivomar Vieira Padre por "desordem eleitoral" .

Em 14 de janeiro de 2019, o Ministério Público do Distrito Federal pediu à Justiça Eleitoral que responsabilizasse os dois homens por crime eleitoral .

Em maio daquele ano, os acusados fecharam um acordo com o MP, que determinou a doação de R$ 998 por cada um à Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace).

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Saturday, October 3, 2026

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