Justiça revoga prisão de réu no processo sobre morte de empresário em Imperatriz, no MA | G1
A Justiça considerou que Gabriel Monteiro colaborou com as investigações. Ele seguirá no processo e terá de cumprir medidas cautelares.
A 2ª Vara Criminal de Imperatriz revogou a prisão preventiva de Gabriel Pereira Monteiro , réu no processo sobre a morte do empresário Laércio Müller Rocha, de 32 anos , ocorrida em junho deste ano, em Imperatriz.
Segundo a Justiça, a revogação levou em consideração o comportamento de Gabriel durante as investigações. Ele teria colaborado com o trabalho da polícia ao longo da apuração do caso .
Com a decisão, Gabriel passa a responder ao processo em liberdade, mas terá de cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento a todos os atos processuais para os quais for convocado e a obrigação de informar à Justiça caso permaneça fora de casa por mais de oito dias.
O descumprimento das determinações pode levar à decretação de uma nova prisão. A defesa de Gabriel afirma que ainda existem dúvidas sobre a participação dele no crime.
Gabriel foi preso em 12 de junho , em Imperatriz. Segundo a investigação, ele estava na casa onde Laércio foi visto pela última vez antes de desaparecer.
Empresário teria sido morto dentro de casa
De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), Laércio esteve em uma boate de Imperatriz com Thiago Guilherme Alves Monteiro e outras pessoas na madrugada de 5 de junho. Depois, o grupo seguiu para uma casa no bairro Parque Anhanguera.
Imagens de câmeras de segurança mostram Laércio chegando ao imóvel às 3h38 ( assista acima ). Conforme a investigação, ao longo das horas, outras pessoas deixaram a residência e permaneceram no local apenas Laércio, Thiago, Yala Kananda Costa Alves e Gabriel.
A polícia afirma que houve um desentendimento entre Laércio e Thiago. Segundo a investigação, Thiago teria efetuado os disparos que provocaram a morte do empresário .
Ainda de acordo com a polícia, Yala e Gabriel teriam ajudado a ocultar o corpo. O delegado de Homicídios Josenildo Ferreira afirmou, durante as investigações, que o cadáver permaneceu na residência por cerca de 24 horas antes de ser retirado.
“Não foi um crime premeditado inicialmente, porque aquilo aconteceu em um desentendimento dentro da casa. A morte se deu na residência, e o cadáver ficou por pelo menos 24 horas no local, sendo depois retirado pelos moradores para ser ocultado”, disse o delegado.
Corpo do empresário foi encontrado em tambor em Davinópolis — Foto: Reprodução/TV Mirante
O corpo de Laércio foi encontrado em um terreno em Davinópolis , cidade localizada a cerca de 17 km de Imperatriz. A vítima apresentava sinais de violência, e a polícia encontrou indícios de que o corpo pode ter sido incendiado.
Objetos pessoais do empresário, entre eles cartões bancários, também foram encontrados no local.
Thiago Guilherme e Yala Kananda foram presos no Ceará após serem localizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Gabriel foi preso em Imperatriz. Os três tiveram prisões decretadas durante as investigações sobre o assassinato. Laércio deixou um filho de 7 anos.
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