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Caso açaí envenenado: Justiça ouve acusada e vítima em Ribeirão | G1

Para o Ministério Público, Larissa de Souza Batista queria matar Adenilon Ferreira Parente em Ribeirão Preto (SP), mas não conseguiu. Acusada, delegado e familiares foram ouvidos nesta terça-feira (1º).

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A Justiça iniciou nesta terça-feira (1º) as audiências de instrução do processo contra Larissa de Souza Batista, acusada de tentar matar o namorado com açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP).

No Fórum, foram ouvidas cerca de dez pessoas, entre elas o delegado que investigou ocaso, Fernando Bravo, além de familiares, representantes da loja que vendeu o produto, a vítima, Adenilson Ferreira Parente, e a própria acusada.

"Finalizamos o inquérito policial, foi encaminhado à juíza. Ela queria saber como foi feita a investigação, qual foi a nossa apuração, qual foi a nossa conclusão. Agora encerrou a parte policial e vamos aguardar a decisão judicial", disse Bravo, após falar à Justiça.

Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

A defesa de Larissa, que nega as denúncias, informou ter entrado com um pedido de habeas corpus e que o MP já concordou que ela não oferece riscos às investigações e pode responder em liberdade. A defesa também informou que, mesmo com as acusações de envenamento, Larissa e Adenilson estão juntos.

A Justiça ainda não havia analisado o pedido da defesa até a última atualização desta notícia. Adenilson não falou com a imprensa após prestar depoimento nesta terça-feira.

O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro, depois que Adenilson, de 27 anos, passou mal ao comer açaí comprado por Larissa em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste da cidade.

Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós — Foto: Reprodução/g1

No inquérito, a Polícia Civil indiciou Larissa por tentativa de homicídio após análises confirmarem a presença de chumbinho no açaí. Além disso, câmeras de segurança descartaram manipulação do produto dentro da loja e reforçaram as suspeitas de que Larissa mexeu no copo de açaí que foi consumido pelo namorado.

O Ministério Público ajuizou a denúncia a acusando de arquitetar a morte do namorado com chumbinho e só não ter conseguido por circunstâncias alheias a ela. Além disso, solicitou a prisão preventiva dela.

Ao acatar o pedido, naquela ocasião, a Justiça entendeu que, além de ter ligações familiares em outro estado, a acusada responde por um crime com pena que pode chegar a 30 anos de prisão, o que aumenta as chances de fuga.

Além disso, concluiu que havia indícios de que Larissa tentou esconder provas durante o processo. Segundo a Polícia Civil, ela "resetou" o celular dias depois do envenenamento.

Imagens de câmeras de segurança em loja onde Larissa comprou açaí consumido pelo namorado, que passou mal em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/ EPTV

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Sunday, October 11, 2026

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