PF apreende 14 armas em fazenda investigada por trabalho escravo em MS | G1
Ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho encontrou trabalhadores em situação irregular e armas de grosso calibre, algumas com numeração suprimida.
A Polícia Federal apreendeu 14 armas de grosso calibre e encontrou 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular em uma fazenda pertencente ao candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul Aparecido Carlos Bernardo, conhecido como Carlos da ACP.
Realizada nesta quinta-feira (17), a operação foi uma ação conjunta da Polícia Federal com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O g1 não conseguiu contato com o candidato.
A ação mobilizou agentes em um helicóptero e também em viaturas, que percorreram estradas da zona rural do município. Veja no vídeo acima.
Os trabalhadores foram encontrados na fazenda, que havia sido denunciada por supostamente recrutar funcionários estrangeiros de maneira informal e mantê-los na propriedade em situação de vulnerabilidade.
Arsenal apreendido na fazenda de Carlos Bernardo. — Foto: Reprodução.
Segundo a investigação da Polícia Federal, havia indícios de que os funcionários não tinham registro em carteira, tinham pagamentos retidos e eram impedidos de deixar o local.
Durante as buscas, os policiais apreenderam armas de fogo de grosso calibre e munições. Conforme a PF, o armamento estava em situação irregular, e algumas das armas apresentavam a numeração suprimida.
As investigações continuam para apurar as circunstâncias das contratações e identificar todos os envolvidos.
Candidato a deputado federal por MS pelo União Brasil, Carlos da UCP é fundador e CEO da universidade Interamericana-UCP de Pedro Juan Caballero.
Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026, ele informou patrimônio de aproximadamente R$ 28,72 milhões.
Em 2022, Carlos também tentou disputar a vaga de deputado federal, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. Naquele mesmo ano, Carlos Bernardo chegou a ser nomeado embaixador dos autistas de Mato Grosso do Sul pela Associação Amparo à Criança Especial (ACP).
Em 2024, Carlos da UCP retornou ao cenário político na disputa pela prefeitura de Ponta Porã, mas não foi eleito. Além da educação e política, ele é ligado a setores como pecuária, transporte e outras empresas.
Armas apreendidas durante a operação. — Foto: Polícia Federal.
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