Tebet critica Derrite e diz que ele 'precisa explicar as denúncias seríssimas' de corrupção nas polícias de SP enquanto era secretário | G1
A ex-ministra do Planejamento e o ex-secretário da Segurança Pública de SP estão empatados tecnicamente na última pesquisa Quaest na corrida para as duas vagas de senador pelo estado de São Paulo.
A candidata ao Senado do PSB , Simone Tebet , criticou nesta quarta-feira (26) a condução da Segurança Pública em São Paulo pelo seu adversário Guilherme Derrite (PP), que também concorre a vaga de senador pelo estado. Os dois estão tecnicamente empatados na pesquisa Quaest.
Cumprindo agenda de campanha em São José dos Campos, no interior de São Paulo, Tebet afirmou que o ex-secretário da Segurança do governo Tarcísio de Freitas ( Republicanos ) “vai ter que explicar enquanto candidato” as “denúncias seríssimas” de corrupção dentro da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo nos últimos anos em que Derrite esteve à frente da pasta.
“Nós temos denúncias seríssimas dentro da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Estamos falando não só da de uma falta de inteligência no combate ao crime organizado, ao elevar capitães para os postos estratégicos e tirar os coronéis do processo, mas denúncia envolvendo o comandante geral da Polícia Militar, coisa que nunca aconteceu no estado de São Paulo”, afirmou.
“São denúncias de envolvimento da Polícia Militar e até da Polícia Civil com o crime organizado, com o PCC e o Comando Vermelho no período em que o secretário era o Derrite na Segurança Pública. Então acredito que essa seja uma fragilidade. (...) Essa é a grande fragilidade do Derrite. Ele foi secretário de Segurança Pública por três anos. Ele vai ter que se explicar enquanto candidato”, disse Tebet.
Apesar das críticas, a candidata do PSB reconheceu as convergências do seu plano de trabalho como futura senadora do estado com o discurso do governador Tarcísio de Freitas sobre o “caráter transnacional atual do crime organizado”.
Na entrevista, ela afirmou que facções como PCC e CV atuam muito além das fronteiras estaduais do estado e o combate a essas facções precisa ser nacional.
Simone Tebet (PSB) cumpre agenda de campanha nesta quarta-feira (26) em São José dos Campos, no Interior de São Paulo. — Foto: Divulgação
Tebet criticou as “vaidades dos governadores” como Tarcísio, que foram contra a PEC da Segurança Pública proposta pelo governo federal de Lula (PT) para unificar o combate aos crimes transnacionais.
“Quando a gente fala de organização criminosa PCC e CV, nós estamos falando de organizações que tocam de terror, não só nas grandes cidades, mas nas médias e nas pequenas cidades e não tem fronteira ultrapassa as fronteiras brasileiras. Consequentemente, isso passou a ser um problema transnacional. Não é o seu problema estadual, que é um problema do país e da América Latina e precisa de integração”, afirmou.
“O governo federal tentou e lamentavelmente, os governadores, com medo de perder protagonismos, não aceitavam o avanço dessa PEC. (...) Só há uma solução. Só há uma forma de se fazer. Os governadores têm que tirar as vaidades de lado e entender que somente com uma coordenação do presidente da República, através de um ministério, que é o Ministério da Segurança Pública, que precisa ser criado para ter uma ampla coordenação nacional, sem tirar toda a autonomia dos governadores”, declarou Tebe
Deputado federal Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senador em São Paulo. — Foto: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a disputa pelo Senado em São Paulo. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.
A Quaest ouviu 1.800 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é SP-06946/2026.
Candidatos ao Senado por São Paulo — Foto: Reprodução
Na pesquisa espontânea da Quaest — em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados —, 91% estão indecisos, porque não souberam citar um candidato.
Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.
Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo:
Agora, veja os resultados que consideram apenas as respostas para a primeira vaga e, depois, para a segunda.
Para 51% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 49% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.
Abaixo, veja os dados completos da pesquisa espontânea.
Conhecimento, potencial de voto e rejeição dos candidatos a senador
A Quaest perguntou também aos eleitores sobre cada um dos candidatos: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de "conhece e não votaria") são Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.