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Tarcísio diz que cumprirá decisão do STF para compartilhar documentos de ONG de 'Dark Horse' e nega atraso em investigação sobre o filme em SP | G1

O governador afirmou que a Polícia Civil cumprirá a ordem de Flávio Dino para compartilhar as provas com a PF e rebateu acusações de que as apurações sobre suspeitas de desvio de recursos para financiar o filme “Dark Horse” estejam sendo atrasadas.

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O governador de São Paulo , Tarcísio de Freitas ( Republicanos ), disse nesta terça-feira (25) que a Polícia Civil vai cumprir a decisão judicial do STF e enviar à Polícia Federal os documentos apreendidos na operação de junho contra a ONG da dona da produtora do filme "Dark Horse".

O compartilhamento das provas é uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que deu o prazo de cinco dias para que as provas colhidas pela Polícia Civil Paulista na chamada Operação Wi-Fi sejam compartilhados com a PF, que investiga as empresas de Karina da Gama, dona da produtora Go Up que produziu o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

🔍 A operação foi realizada em junho deste ano e entre os alvos estava o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Gama, dona do instituto e sócia da produtora Go UP , produtora do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Polícia Civil apura suspeitas de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano.

Os adversários de Tarcísio afirmam que, desde que a operção da Polícia Civil, os investigadores da polícia de SP têm atrasado as diligências por conta do período eleitoral, umas vez que as denúncias contra Karina da Gama, seu Instituto e sua produtora de cinema recebem verbas públicas de aliados do governador.

"Obviamente se tem uma decisão judicial, a decisão vai ser cumprida. As investigações seguem um ritmo estabelecido na lei. Temos profissionais a frente das investigações. A medida que as decisões judiciais forem aparecendo, elas vão sendo cumpridas", disse o governador de SP.

Tarcísio chamou de "desrespeito com a polícia" quem acusa os investigadores de "sentarem nas investigações" ou atrasarem as apurações contra a empresa produtora da filme, a Go UP Entertainment, de Karina da Gama, mesma dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), dona do contrato de instalação de pontos de wi-fi na cidade de São Paulo.

"A Polícia Civil é uma instituição profissional e é uma polícia de estado, não de governo. E a gente tem que ter confiança nas instituições de estado. Uma declaração ou acusação dessas mostra que há desapreço e desrespeito com as instituições policiais", afirmou Tarcísio.

Tarcísio em evento nesta terça-feira (25) — Foto: Divulgação

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, que também estava no evento, confirmou que a Polícia Civil paulista deve remeter os documentos para a PF em Brasília ainda nesta terça-feira (25).

O g1 apurou que além de notas fiscais e contratos, a Polícia Civil paulista apreendeu em junho o celular de Karina da Gama, o computador pessoal dela e também pediu a quebra de sigilo fiscal da empresária e das empresas e institutos controlados por ela.

Candidato à reeleição em São Paulo pelo Republicanos, Tarcísio participou de um seminário da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da capital paulista sobre combate à violência contra mulheres.

Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Tarcísio prometeu criar um cadastro estadual de agressores de mulheres, caso seja reeleito, além de triplicar o número de delegacias das mulheres que funcionam 24 horas no estado.

Atualmente, apenas 18 das 114 Delegacias de Defesa da Mulher funcionam ininterruptamente em São Paulo. A promessa dele é que esse número passe a 60 ao final dos próximos quatro anos de governo.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao lado da esposa e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante seminário da GCM na Zona Norte de SP. — Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo informou que recebeu no fim da tarde desta segunda-feira (24) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para compartilhar com a Polícia Federal dados e documentos apreendidos durante a Operação Wi-Fi .

Já no inquérito aberto pelo STF, os dados da operação serão usados para apurar a suspeita de que emendas parlamentares podem ter abastecido a produção de Dark Horse.

Segundo a determinação de Dino, a Polícia Civil tem prazo de cinco dias para fornecer os dados brutos, extrações de celulares e documentos apreendidos durante a operação.

A TV Globo apurou que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já entrou em contato com o delegado da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília, para providenciar a remessa do material o mais rápido possível.

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ao STF, a PF argumentou que o instituto está no centro da apuração sobre emendas e que os elementos recolhidos pela Polícia Civil em endereços da ONG , da empresária Karina Ferreira da Gama e de outras empresas podem ajudar a aprofundar e até acelerar a investigação.

A ideia é que os investigadores possam analisar dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, que seriam relevantes para o inquérito. Foram liberados dados brutos e também relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas.

O ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da PF eram pertinentes e estavam de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento.

O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon, Bia Kicis destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama.

A PF está detalhando todas as relações empresariais de Karina e suas empresas, além de analisar eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.

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