Caso Ruy Ferraz: execução de delegado completa um ano | G1
Ruy Ferraz Fontes foi morto em uma emboscada após cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande (SP). Polícia Civil e Ministério Público apontam que o ex-delegado foi assassinado a mando do PCC, mas ainda investigam quem determinou a execução.
A morte do delegado Ruy Ferraz completa um ano nesta terça-feira (15). Até o momento, oito pessoas foram presas e indiciadas por participação no crime, enquanto a investigação sobre o mandante e a motivação do assassinato continua em andamento.
Ruy sofreu uma emboscada após cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande , no litoral de São Paulo. O ex-delegado tinha um histórico de investigações e operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Polícia Civil abriu dois inquéritos para apurar o assassinato. O primeiro teve como objetivo investigar a logística e a execução do crime. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, 12 pessoas são réus no processo: oito foram presas, três estão foragidas e uma responde em liberdade.
Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em Praia Grande (SP) — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e Reprodução
Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, o Fiel;
Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho.
Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, o Gão;
Flávio Henrique Ferreira de Souza, o Neno;
Robson Roque Silva de Sousa, o Cara de Pedra.
Além deles, Dahesly Oliveira Pires responde em liberdade . O g1 não havia localizado a defesa dos citados até a última atualização desta reportagem.
O segundo inquérito foi aberto para investigar quem ordenou o assassinato e qual foi a motivação. Para a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ruy foi morto a mando do PCC.
Apesar disso, a cadeia de comando ainda não foi completamente esclarecida. As autoridades investigam quem, dentro da facção criminosa, participou da decisão de matar o ex-delegado. Esse segundo inquérito continua aberto.
Ruy Ferraz Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Ele teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital.
Nesse período, Ruy liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias.
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