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Invasores somem com imagens de câmeras de segurança de um escritório de Milton Leite em São Paulo e deixam para trás R$ 19 mil | G1

Os investigadores tentam identificar os invasores e descobrir por que eles estavam tão interessados nas imagens das câmeras de segurança do imóvel.

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A Polícia Civil está investigando a invasão ao escritório do ex-presidente da Câmara de São Paulo. Milton Leite, do União Brasil, está preso e é alvo no inquérito sobre a infiltração do PCC no sistema de transporte da capital paulista.

A fuga mostra a ação de bandidos que não estavam atrás de dinheiro. Eles ignoraram os R$ 19.261 que estavam sobre o sofá da casa. Também deixaram para trás talões de cheque, cartões de banco e documentos em nome do ex-vereador de São Paulo Milton Leite. O único alvo da ação foi arrancado do escritório: um gravador, onde estavam armazenadas as imagens das câmeras de segurança do imóvel.

Segundo a polícia, a casa em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, não tem registro na prefeitura e nem matrícula em cartório. Por isso, ficou de fora da lista de buscas na operação deflagrada na quinta-feira (17) para apurar a infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo e as ramificações políticas do esquema.

A polícia só confirmou a ligação do imóvel com Milton Leite depois que um advogado esteve na delegacia e informou que a casa é de uma empresa da qual o ex-vereador é sócio. Os investigadores tentam, agora, identificar os invasores e descobrir por que eles estavam tão interessados nas imagens das câmeras de segurança.

Invasores somem com imagens de câmeras de segurança de um escritório de Milton Leite em São Paulo e deixam para trás R$ 19 mil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O furto acontece no momento em que o ex-presidente da Câmara Municipal está no centro de uma ofensiva da polícia contra o crime organizado. Milton Leite se entregou na sexta-feira (18) e está preso temporariamente em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele é apontado - pelo Ministério Público e pela polícia - como o verdadeiro dono da Transwolff, uma das empresas de ônibus suspeitas de lavar dinheiro para o PCC.

Nesta segunda-feira (21), a defesa de Milton Leite entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Os advogados argumentam que a ordem de prisão se baseou apenas em citações feitas por terceiros e que o ex-vereador faz uso contínuo de medicamentos e precisa de acompanhamento médico regular.

A defesa de Milton Leite disse que aguarda acesso integral aos autos para demonstrar a inocência dele.

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Tuesday, October 13, 2026

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