Celular e computador de investigado por ranking sexual são apreendidos | G1
Caso investiga a divulgação de fotos de universitárias sem autorização, acompanhadas de comentários sexuais e ofensivos, em Presidente Prudente (SP). Ao todo, 44 vítimas foram identificadas, 24 já prestaram depoimento e outras 11 têm oitivas agendadas.
Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) — Foto: Redes Sociais/Reprodução
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um dos investigados no caso do “ranking” sexual com fotos de universitárias , em Presidente Prudente (SP). Durante a ação, foram apreendidos um celular e um computador, e um investigado foi ouvido .
A informação foi confirmada pela polícia nesta quarta-feira (14), quando também foi divulgado que, ao todo, 44 vítimas foram identificadas. Destas, 24 já prestaram depoimento, 11 têm oitivas agendadas e nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias.
Após essa etapa, outros investigados serão ouvidos. As investigações continuam para esclarecer os fatos.
Em Presidente Prudente (SP), alunas de uma universidade privada foram expostas e avaliadas em um “ranking” sexual compartilhado em um grupo fechado de um aplicativo de mensagens. O conteúdo foi vazado e expôs mensagens de teor sexual e depreciativo, gerando uma investigação da Polícia Civil . O caso foi divulgado em agosto.
As fotos das estudantes foram retiradas das redes sociais sem autorização e distribuídas no aplicativo de mensagens. As imagens eram acompanhadas de comentários ofensivos e classificações com termos como "deliciosíssima", "comível" e "arrebentaria".
No grupo de mensagens, diversos alunos faziam comentários a respeito do "ranking". "Tirei as lésbicas e as gordas", disse um deles. "Tem umas aí que eu discordo", apontou outro.
O caso, que foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), provocou protestos com faixas e cartazes em frente à universidade, localizada às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O coletivo “Frente pela Vida das Mulheres” emitiu uma nota de repúdio ao episódio, classificado como “ um ato de misoginia organizada ”.
“É algo nojento, esdrúxulo. [...] A gente fica completamente sem chão”, desabafou uma das universitárias que teve a imagem exposta . A jovem estava sozinha quando descobriu e ficou se sentindo desamparada.
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