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Thursday, September 3, 2026

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10 pontos da nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial | G1

Levantamento mostra Augusto Cury (Avante) isolado em 3º lugar, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em disputa apertada e baixo interesse do eleitorado na eleição.

· 1,015 words

Montagem de fotos com os candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante). — Foto: Manoella Mello/Globo

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) sobre a eleição presidencial mostra que Lula ( PT ) lidera com 37%, Flávio Bolsonaro (PL) tem 29% e Augusto Cury ( Avante ) agora é o terceiro colocado, com 10%.

A nova pesquisa nacional Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta quarta-feira (2), mostra a corrida pelo Palácio do Planalto em 2026 e consolida tendências importantes sobre a opinião do eleitor brasileiro a cerca de um mês do primeiro turno.

Confira dez pontos da última pesquisa Quaest:

Cury se isola em 3º e deixa para trás Renan, Caiado e Zema

Entre independentes, Cury tem 24% e lidera numericamente

Na pesquisa espontânea, percentual de indecisos cai

Lula e Flávio empatados tecnicamente no 2º turno

Lula e Flávio lideram rejeição; potencial de voto em Cury cresce

Aprovação de Lula fica numericamente abaixo da desaprovação

Casos Lulinha e Dark Horse afetam candidatos, diz maioria

62% dizem estar pouco ou nada interessados na eleição

45% priorizam propostas na decisão do voto

No cenário estimulado do primeiro turno , o escritor Augusto Cury (Avante) alcança 10% das intenções de voto e assume a terceira colocação.

Ele deixa para trás adversários tradicionais da chamada terceira via, como Renan Santos (Missão), que pontua com 3%, além de Ronaldo Caiado ( PSD ) e Romeu Zema ( Novo ), que registram 1% cada.

Quaest, 1º turno para presidente. Cenário sem Pablo Marçal — Foto: Arte/g1

O patamar de Cury (10%) se repete tanto no cenário sem Pablo Marçal quanto na simulação que inclui o candidato do PRTB .

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a explicação para a ascensão do candidato do Avante está no seu desempenho junto ao segmento descolado da polarização. Entre os eleitores que se declaram independentes, Augusto Cury alcança 24% das intenções de voto, superando numericamente o presidente Lula (23%) e o senador Flávio Bolsonaro (11%).

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) 2/20 — Foto: Quaest/Reprodução

Com o início oficial da propaganda no rádio e na TV e a repercussão das sabatinas, o índice de indecisos recuou. No cenário espontâneo, em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos, a parcela dos que ainda não sabem em quem votar caiu de 51% para 42%.

Nesse cenário, Lula lidera com 28% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%, e Cury, com 4%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula registra 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro , em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A distância entre os dois, que já foi de três pontos em meados de agosto, encolheu para apenas um ponto.

Intenção de voto no 2º turno, Lula x Flávio Bolsonaro — Foto: Arte/g1

Lula e Flávio lideram rejeição, e potencial de voto em Cury cresce

Flávio Bolsonaro lidera a rejeição, com 55% dos eleitores dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo atrás, com 53%.

Cury, por outro lado, tem rejeição de 25%, enquanto a parcela dos eleitores que dizem conhecê-lo e que votariam nele mais que dobrou, passando de 10% para 21%.

Rejeição dos candidatos para presidente em 2026 — Foto: Arte/g1

Os eleitores de Lula (80%) e Flávio (75%) demonstram alto grau de convicção e dizem que o voto é definitivo. Entre os candidatos alternativos, porém, o cenário é mais instável.

A maioria dos eleitores de Ronaldo Caiado (58%) e Renan Santos (57%) afirma que ainda pode mudar de candidato até o dia da eleição.

Diante de um cenário eleitoral marcado por equilíbrio, a avaliação do governo ajuda a explicar as dificuldades de Lula. A desaprovação ao trabalho do presidente se manteve em 48%, enquanto a aprovação oscilou de 46% para 45% em relação a meados de agosto.

Segundo o diretor da Quaest, uma das explicações para esse desempenho está na percepção sobre a economia, especialmente na relação entre renda e custo de vida. Nunes afirma que, apesar de medidas como o Desenrola e a ampliação da isenção do Imposto de Renda, a melhora ainda não é percebida pela maior parte da população.

"No Brasil, o dilema do affordability permanece. Apenas 10% dos brasileiros percebem hoje um aumento de renda maior do que seu custo de vida. O resto, ou teve aumento de renda, mas não teve melhora no patamar de vida, ou viu sua renda estável ou menor. Nem o Desenrola e a isenção do imposto de renda mudaram essa percepção negativa."

Aprovação do governo Lula — Foto: Arte/g1

Segundo a Quaest, as investigações sobre o financiamento do filme "Dark Horse" e sobre o suposto tráfico de influência em órgãos federais envolvendo o filho do presidente Lula tiveram impacto na imagem dos dois lados da disputa .

Para 65% dos entrevistados, o caso Lulinha prejudica Lula — 40% avaliam que prejudica muito e 25%, um pouco.

Quaest: A investigação sobre Lulinha prejudica a campanha de Lula? — Foto: Arte/g1

De forma semelhante, 64% avaliam que o inquérito sobre irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse", que apura a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, prejudica o senador. Outros 42% dizem que prejudica muito e 22%, um pouco.

Quaest: Investigação sobre Dark Horse prejudica a campanha de Flávio Bolsonaro? — Foto: Arte/g1

Apesar da proximidade da eleição, a população brasileira demonstra desinteresse com o processo eleitoral. De acordo com o levantamento Quaest, um contingente de 62% dos cidadãos afirma estar pouco ou nada interessado no pleito presidencial deste ano.

Interesse na eleição presidencial — Foto: Arte/g1

O interesse na eleição varia conforme a identificação política. Entre os lulistas, 50% dizem estar muito interessados. Entre bolsonaristas, são 45%. Na esquerda não lulista, 40%, e na direita não bolsonarista, 39%.

Ao serem questionados sobre qual fator consideram o mais determinante no momento de escolher o seu candidato na urna, as propostas de governo aparecem no topo das prioridades do eleitor brasileiro.

O que mais pesa na decisão de voto para presidente — Foto: Arte/g1

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