RJ exonera 6,1 mil comissionados e corta funcionários fantasmas | G1
Exonerações superam contratações em mais de 3,6 mil postos; governo projeta economia de R$ 221 milhões.
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação
O Governo do Estado do Rio de Janeiro ultrapassou, nesta semana, a marca de 6 mil cargos em comissão exonerados em todos os órgãos da administração. A maioria não tinha sequer a senha para trabalhar no sistema do governo. Ou seja, eram "fantasmas".
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O número de exonerações equivale, por exemplo, a cerca de 12 batalhões da Polícia Militar, considerando uma unidade com 500 policiais. Se os 6 mil exonerados deixassem o governo ao mesmo tempo, seriam necessários aproximadamente 120 ônibus lotados para levá-los embora.
O estado identificou que 6636 servidores não tinham acesso ao sistema; desse total, 60% não justificaram o motivo da falta de acesso. Parte dos que não apresentaram justificativa foi exonerada. O governo espera a resposta de mais 2.387 servidores.
A medida gerou uma economia projetada até dezembro de 2026 da ordem de R$ 221 milhões. Este número considera apenas os cargos que continuam vagos. Para ser mais exato, foram 6.145 exonerações contra 2.496 contratações.
A mudança também alcança os critérios para ocupar cargos comissionados no governo Ricardo Couto. Desde março, as nomeações para o primeiro escalão passaram a ser compostas, em sua maioria, por servidores de carreira.
Quem é Ricardo Couto, desembargador que toma posse como governador do RJ após a renúncia de Castro
Em todos os níveis, os indicados para cargos comissionados passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
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