Parlamentares da oposição defendem afastamento do ministro Alexandre de Moraes | G1
Não houve manifestações públicas de ministros do Supremo.
No Congresso Nacional , parlamentares da oposição defenderam o afastamento do ministro Alexandre de Moraes .
No início da tarde, a oposição no Senado já estava com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes pronto. O senador Carlos Viana, do PSD, disse que não é uma pré-condenação do ministro, mas que ele tem que ser afastado do cargo imediatamente:
"É um pedido de investigação por crime de responsabilidade, por suspeita de advocacia administrativa, por suspeita de uso da toga para defender um banqueiro, com corrupção, usando a toga e recebendo por um escritório familiar".
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, do PT, defendeu as investigações:
"Da gravíssima denúncia sobre as irregularidades que envolvem o Banco Master, ele tem que ser investigado. E os demais personagens que estão aparecendo também devem ser investigados. As instituições devem encontrar a melhor forma de garantir à sociedade brasileira que essas investigações vão ser apuradas, que se garanta o amplo direito de defesa, que as pessoas possam se defender".
Parlamentares da oposição defendem afastamento do ministro Alexandre de Moraes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Deputados de oposição se reuniram no final do dia, pediram o impeachment e a prisão de Alexandre de Moraes. Já os presidentes da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, e do Senado, Davi Alcolumbre , do União Brasil, não comentaram as mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Também não houve manifestações públicas de ministros do Supremo.
Entidades se manifestaram. Em nota, a organização Transparência Internacional afirmou que o " Brasil está diante de um dos momentos mais graves de sua história institucional "; que " nunca o Supremo Tribunal Federal esteve submetido a um conjunto tão robusto de suspeitas de corrupção, conflitos de interesse e captura por interesses privados envolvendo seus ministros ". Afirmou ainda que " a sociedade brasileira deve permanecer vigilante e exigir três compromissos inegociáveis das autoridades competentes: investigação integral dos fatos, transparência máxima dos procedimentos e defesa das instituições ".
Também em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil afirmou que " acompanha com atenção e extrema preocupação as notícias sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal e outras instituições da República "; que " a OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência "; que " esses princípios garantem a legitimidade da apuração ".
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