Candidata ao governo de SP, Izadora Dias defende dissolução da polícia | G1
Representante do PCO também propôs que a segurança seja organizada pelos moradores dos bairros e defendeu 'reestatização' de serviços públicos em entrevista à EPTV.
A candidata ao governo de São Paulo Izadora Dias (PCO) defendeu a estatização dos serviços essenciais públicos e a dissolução da polícia, com a segurança sendo organizada pelos próprios moradores dos bairros. As declarações foram exibidas neste sábado (5), em uma entrevista que integra a série da EPTV com os concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.
O formato de participação foi definido de acordo com o desempenho na pesquisa Quaest de 25 de agosto . Quem alcançou 5% ou mais das intenções de voto foi convidado para uma entrevista ao vivo, transmitida para as regiões de Campinas , Piracicaba , Ribeirão Preto e São Carlos.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) atingiram esse percentual. A ordem de exibição foi definida por sorteio, na presença de representantes das campanhas.
Tarcísio seria o primeiro a participar, na segunda-feira (31), mas a assessoria informou na sexta-feira (28) que ele não compareceria. Haddad foi entrevistado ao vivo na terça-feira (1º).
Já os concorrentes que ficaram abaixo de 5% têm direito a entrevistas gravadas de dois minutos. Além de Izadora Dias, fazem parte desse grupo:
Izadora Dias tem 31 anos, é solteira e nasceu em Barra Bonita (SP). É estudante e tem ensino superior incompleto. Em 2022, foi candidata a deputada federal pelo PCO. Esta é a primeira vez que concorre ao governo de São Paulo.
Izadora Dias, candidata do PCO ao governo do estado São Paulo em 2026 — Foto: Reprodução/EPTV
Ao falar sobre segurança pública, Izadora Dias defendeu a dissolução da polícia e afirmou que a proteção da população deveria ficar sob responsabilidade dos moradores organizados nos próprios bairros.
“Nós temos uma questão em relação à dissolução da polícia. Nós achamos que a polícia não serve aos interesses da população e seria muito mais garantido se a segurança fosse feita pela própria população, nos seus bairros e fosse organizada pelos próprios moradores do bairro.”
A candidata também defendeu o acesso da população a armas para autodefesa.
“Com isso, nós também defendemos o armamento da população, acreditamos que é um direito democrático do cidadão poder se defender.”
Na saúde, Izadora explicou que o programa nacional do partido dela defende que os serviços essenciais precisam ser "reestatizados" para que não sejam tratados como produto.
“Não dá para você falar de saúde se a saúde é tratada como um comércio, como um produto.”
Segundo a candidata, a estatização dos serviços públicos seria necessária para promover mudanças estruturais no setor.
Ao abordar a educação, Izadora Dias afirmou que a área enfrenta problemas semelhantes aos da saúde e também deveria ser administrada pelo poder público. “A educação, a mesma coisa.”
A candidata afirmou que a solução dos desafios enfrentados pelo estado passa por um programa político nacional.
“Uma coisa que eu gostaria de esclarecer para o público, nossos eleitores, é que o Partido da Causa Operária tem um programa político único, nacional. Porque nós acreditamos que para você conseguir avançar regionalmente e avançar nessas questões específicas, nós temos que resolver problemas nacionais.”
Na área de habitação, Izadora defendeu o enfrentamento de interesses econômicos para ampliar o acesso da população à moradia.
“Você tem que enfrentar interesses de poderosos para você conseguir fazer algo pela população.”
A candidata também criticou a destinação de recursos públicos ao sistema financeiro ao afirmar "que metade do orçamento brasileiro vai para os bancos.”
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