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Politics

Saúde, segurança e infraestrutura marcaram disputa em MS | G1

Campanhas ao governo de Mato Grosso do Sul focaram em gestão e segurança. Com Riedel à frente nas pesquisas, adversários moldaram discursos para tentar levar disputa ao 2º turno.

· 742 words

A campanha eleitoral de 2026 para o governo de Mato Grosso do Sul foi marcada por debates focados em gestão pública e no cotidiano da população. Saúde, segurança pública, combate à corrupção e infraestrutura foram os temas mais frequentes nas agendas, entrevistas e debates acompanhados pelo g1 , consolidando-se como os principais eixos da disputa.

Com a candidatura do governador Eduardo Riedel (PP) à reeleição, os debates giraram em torno da avaliação do atual governo, com defesas e críticas aos resultados dos últimos quatro anos. Acusações de corrupção também surgiram nos embates sobre a condução da administração estadual.

Os adversários cobraram explicações sobre problemas na saúde pública e desafios na educação e segurança. Riedel, por sua vez, destacou indicadores econômicos favoráveis, investimentos públicos e propostas para dar continuidade à gestão.

No tema municipalismo, os candidatos destacaram as parcerias com prefeituras e a descentralização de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Os debates também abordaram a necessidade de maior autonomia administrativa e financeira para os municípios como forma de impulsionar o desenvolvimento regional.

As pesquisas Quaest divulgadas em agosto e setembro de 2026 mostraram o fortalecimento da candidatura de Eduardo Riedel (PP). Em um mês, o governador subiu de 40% para 51% das intenções de voto, ampliando a vantagem sobre os adversários. Diante deste cenário, os adversários intensificaram as críticas e ajustaram estratégias na tentativa por um segundo turno.

No mesmo período, Fábio Trad, do Partido dos Trabalhadores (PT), oscilou de 13% para 12%, e Delcídio Amaral, do Partido da Renovação Democrática (PRD), recuou de 8% para 6%. Os eleitores indecisos caíram de 20% para 15%, sinalizando a definição do voto na etapa final da campanha no primeiro turno.

O crescimento de Riedel também foi registrado na pesquisa espontânea, na qual os eleitores citam os nomes sem apresentação de lista. Nesse cenário, o governador passou de 18% para 34%, enquanto o total de indecisos caiu de 77% para 55%.

Nas simulações de segundo turno, a vantagem do candidato do PP aumentou. Em um eventual confronto contra Fábio Trad, Riedel subiu de 59% para 63% das intenções de voto. Contra Delcídio Amaral, o governador cresceu de 54% para 63%.

A subida nas pesquisas acompanhou a melhora na avaliação da gestão estadual. A aprovação do governo cresceu de 62% para 73%, enquanto a desaprovação recuou de 16% para 10%. Além disso, o percentual de eleitores que defendem a reeleição do governador subiu de 66% para 73%.

Questões relacionadas às filas por atendimento, à situação dos hospitais públicos, à regionalização dos serviços e à gestão dos recursos da área estão entre os assuntos que mais apareceram em entrevistas e debates.

Entre as propostas apresentadas, ganharam destaque a criação de uma fila única para atendimentos especializados, a ampliação da estrutura hospitalar e medidas para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde.

Ao mesmo tempo, adversários utilizaram o tema para questionar a gestão estadual e cobrar respostas sobre investigações envolvendo o setor.

A regionalização da saúde também foi uma das propostas recorrentes na disputa. Entre as promessas aparecem, principalmente, a descentralização do atendimento de média e alta complexidade, hoje concentrado em Campo Grande, com a criação de polos regionais e fortalecimento da estrutura hospitalar no interior.

Os candidatos discutiram desde o enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas até a situação do sistema prisional, a realização de concursos públicos para forças de segurança e o combate à violência contra a mulher.

Por fazer fronteira seca com Paraguai e Bolívia, a segurança nessas regiões também apareceu com frequência nos debates para o Senado, associada ao combate às facções criminosas e aos crimes transnacionais.

A infraestrutura e o desenvolvimento econômico também tiveram espaço relevante. Os candidatos abordaram obras de pavimentação, logística, ampliação da malha rodoviária e investimentos voltados para o crescimento da economia estadual.

O agronegócio, principal atividade econômica de Mato Grosso do Sul, foi tratado tanto sob a ótica do aumento da produtividade quanto da necessidade de melhorar estradas e garantir segurança jurídica para investimentos. Ao mesmo tempo, surgiram discussões sobre agricultura familiar e geração de empregos.

Na educação, os debates envolveram valorização dos professores, realização de concursos públicos, ampliação do ensino em tempo integral e qualificação profissional.

Embora não tenha ocupado tanto espaço quanto saúde e segurança, a área esteve presente em praticamente todos os encontros entre candidatos, geralmente associada à preparação da mão de obra e à geração de oportunidades para jovens.

Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. — Foto: Reprodução.

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Saturday, October 3, 2026

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