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Saturday, September 5, 2026

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VÍDEO: Como o TSE testa as urnas eletrônicas antes das eleições? | G1

Tribunal Superior Eleitoral promove medidas como inspeção do código fonte, prova de segurança e teste de integridade. Série de vídeos do g1 explica as eleições de 2026, os cargos em disputa e tira dúvidas.

· 483 words

Antes de cada eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove uma série de testes públicos para tentar identificar falhas nos sistemas eleitorais.

Um exemplo é o chamado Teste de Segurança, iniciativa que permite a especialistas em computação e a qualquer cidadão brasileiro maior de 18 anos tentar encontrar vulnerabilidades nos sistemas usados nas urnas eletrônicas.

Um dos principais alvos dos testes é o código-fonte dos sistemas da urna. É o conjunto de instruções que determina como o software deve funcionar. Segundo o TSE, desde a primeira edição do teste, em 2009, nenhum participante conseguiu encontrar uma falha capaz de comprometer o sigilo do voto ou o resultado de uma eleição .

Desde a primeira eleição com urnas eletrônicas, nunca houve um caso de fraude no equipamento.

📍Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores.

O teste público de segurança é apenas um dos mecanismos de verificação usados pela Justiça Eleitoral. Confira as principais etapas do processo:

Um ano antes da eleição, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais são abertos para análise. Entidades autorizadas podem examinar os códigos, acompanhar o funcionamento dos sistemas e solicitar esclarecimentos ao TSE.

Mais próximo da votação, as urnas que serão utilizadas passam por um processo de assinatura digital e lacração. A partir desse momento, qualquer alteração nos programas pode ser identificada.

No dia da eleição, algumas urnas são sorteadas para passar pelo teste de integridade. Na véspera, representantes de entidades e partidos preenchem cédulas de papel com votos e as depositam em uma urna de lona. No dia da votação, os mesmos votos são digitados na urna eletrônica sorteada para o teste — todo o processo é acompanhado e filmado.

Ao final, é feita a comparação entre o resultado registrado pela urna eletrônica e os votos preenchidos nas cédulas de papel. É assim que se verifica, na prática, se o equipamento registra e contabiliza corretamente os votos.

Antes do início da votação, cada urna emite a chamada "zerésima", documento que comprova que o equipamento começou o dia sem nenhum voto registrado.

Ao final da votação, a urna emite o boletim de urna, com os totais de votos recebidos por cada candidato e partido, além dos votos brancos e nulos. Uma cópia do boletim é afixada na seção eleitoral, e o documento traz um QR Code que pode ser lido por qualquer pessoa, permitindo comparar o resultado daquela urna com os dados publicados posteriormente pelo TSE.

O sistema de votação eletrônica não é recente: a urna eletrônica completou 30 anos em 2026. Desde sua estreia, foram realizadas 15 eleições informatizadas no Brasil — a de outubro será a décima-sexta.

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