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Porsche: Júri de Fernando Sastre entra no segundo dia; amigo e ex-namorada confirmaram que ele bebeu | G1

No total, 14 testemunhas serão ouvidas. Fernando Sastre é acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em acidente na Avenida Salim Farah Maluf, em março de 2024. Defesa sustenta que houve homicídio culposo, sem intenção de matar.

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O empresário Fernando Sastre, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. — Foto: Reprodução

O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, dono do Porsche azul, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, na Zona Leste de São Paulo — em 31 de março de 2024 — entra em seu segundo dia nesta quinta-feira (29).

O júri começou na quarta-feira (28) e no total 14 testemunhas testemunhas. O Ministério Público (MP) quer que o réu seja condenado a uma pena de mais de 20 anos de prisão.

O júri popular acontece no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. O MP acusa Fernando de dirigir embriagado o Porsche e bater o carro esportivo de luxo a 136 km/h na traseira do Renault Sandero da vítima, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite da via é de 50 km/h.

Neste segundo dia de júri, devem ser ouvidos a policial militar que liberou Sastre, e o assistente técnico da defesa e da acusação, contratado para analisar provas periciais, elaborar pareceres e auxiliar na tese técnica. Depois, começa a fase de interrogatório do réu e, por fim, os debates.

Quatro pessoas foram ouvidas nesta quarta-feira (28), no primeiro dia do julgamento de Fernando Sastre, que dirigia um carro de luxo em alta velocidade na Avenida Salim Farah Maluf e matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana na madrugada de 31 de março de 2024.

Testemunhas confirmaram que Sastre havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir. O filho da vítima relatou as dificuldades financeiras e psicológicas enfrentadas pela família após a morte do pai.

O primeiro a prestar depoimento foi Marcus Vinícius Rocha, amigo de Fernando, que estava no carro no momento do acidente. Ele foi ouvido como testemunha e vítima, porque também se machucou na colisão.

Marcus confirmou que Fernando estava alterado por causa da bebida. Ele também afirmou que foi com o amigo no carro porque não queria deixá-lo sozinho.

O depoimento seguinte foi o de Lucas, filho de Ornaldo. Ele contou sobre os problemas psicológicos e financeiros enfrentados por ele, pela mãe e pelos dois irmãos após a morte do pai.

Segundo o relato, a família chegou a receber cestas básicas de parentes e de uma igreja evangélica. Os familiares ainda são cobrados pelo banco, porque o carro de Ornaldo era financiado.

Deois, por videoconferência, foi a vez ex-namorada de Marcus. Ela também confirmou que Fernando havia bebido e estava cambaleante antes de dirigir.

A promotoria pede a condenação de Fernando Sastre a 20 anos de prisão. O julgamento deve terminar nesta quinta. A defesa de Fernando Sastre sustenta que houve homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Acidente matou motorista de aplicativo e feriu passageiro

Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, morreu depois que o Renault Sandero que dirigia foi atingido na traseira pelo Porsche conduzido por Fernando, na madrugada de 31 de março de 2024.

A batida ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo, e foi registrada por câmeras de segurança (veja imagem acima).

Segundo a acusação, Fernando dirigia após consumir bebida alcoólica e em velocidade muito acima do limite da via. Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em um trecho com limite de 50 km/h.

Ornaldo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu. O filho dele, Luam Silva, escreveu nas redes sociais: “Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”. Ele também pediu que a Justiça fosse feita.

Fernando deixou o local da batida e se apresentou à polícia no dia seguinte. Ele está preso preventivamente desde 6 de maio de 2024.

Jonas Marzagão, advogado de Fernando, diz que seu cliente é o único motorista envolvido em um acidente com morte que segue preso em São Paulo.

"Todos os reús nos casos similares estão respondendo em liberdade, inclusive com teste de bafômetro comprovando o uso do bebida alcoólica, e fuga do local de acidente. O que não aconteceu no caso de Fernando. Ele não fez o bafômetro na ocasião porque a polícia não tinha o aparelho para fazer no momento", falou Marzagão.

"Fernando não pediu socorro porque outras pessoas haviam telefonado e pedido, enquanto era retirado do carro. Mas ele ainda permaneceu no local do acidente até ser liberado pelas autoridades", completou o advogado.

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Thursday, October 29, 2026

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